Fumaça das queimadas surge em Apuí e deve atingir Manaus nos próximos dias, alerta Ibama
Em Apuí, epicentro das denúncias, áreas inteiras de floresta estão sendo consumidas pelo fogo.
- Foto: divulgação
Notícias do Amazonas – A onda de queimadas ilegais que avança no Sul do Amazonas já ameaça alcançar a capital Manaus, com impactos severos à saúde pública e ao meio ambiente. Os focos de incêndio, que se concentram no município de Apuí, onde foram registrados em vídeos divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nesta segunda-feira (28). As imagens mostram colunas densas de fumaça se elevando sobre a floresta, evidenciando a destruição causada por grileiros e desmatadores.
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Em Apuí, epicentro das denúncias, áreas inteiras de floresta estão sendo consumidas pelo fogo. Moradores relatam dificuldades para respirar, perda de visibilidade e prejuízos à produção agrícola. O cenário se agrava com a falta de punição efetiva aos responsáveis, que continuam a agir com impunidade, incentivados pela morosidade das instâncias superiores do Estado.
A crise ambiental no Sul do Amazonas não é apenas um problema regional, mas uma ameaça nacional — que poderá, mais uma vez, manchar a imagem do Brasil internacionalmente por sua incapacidade de proteger a Amazônia.
De acordo com o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, as ações criminosas continuam mesmo diante de embargos, multas e autuações aplicadas pelo órgão ambiental. “Mesmo após ações intensivas do Ibama na região, os infratores seguem desafiando o Estado e a sociedade”, afirmou. A estimativa é que somente entre os dias 1º e 28 de julho, o Amazonas tenha registrado 239 focos ativos de calor, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mais da metade dessas ocorrências estão concentradas em apenas quatro municípios.
Além da devastação florestal, o Ibama alerta para o avanço da fumaça tóxica que, impulsionada pelos ventos, pode atingir Manaus nos próximos dias. Com cerca de 2 milhões de habitantes, a capital amazonense pode reviver um cenário semelhante ao de anos anteriores, quando o ar se tornou irrespirável por dias. “Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias são os mais vulneráveis. As hospitalizações e mortes evitáveis por problemas respiratórios voltarão a crescer”, alertou Araújo.
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