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Funcionários denunciam demissões em massa e assédio durante intervenção em cartório de Manaus

Trabalhadores do 6º Ofício de Registro de Imóveis afirmam ter sido impedidos de entrar na unidade e questionam medidas adotadas durante gestão interina.

Por Natan AMPOST

17/06/2026 às 18:38

Resumo 

Funcionários do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus realizaram protesto nesta quarta-feira (17) após denunciarem demissões em massa, assédio moral e supostas irregularidades durante a intervenção administrativa determinada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM). Os trabalhadores afirmam que foram impedidos de acessar o local de trabalho e comunicados sobre o encerramento dos vínculos empregatícios. A Corregedoria informou que a intervenção busca garantir a regularidade dos serviços e apura possíveis irregularidades administrativas.

Notícias de Manaus – Funcionários do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus realizaram um protesto nesta quarta-feira (17) para denunciar o que classificam como uma série de abusos ocorridos durante a intervenção administrativa instaurada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM).

Segundo os relatos apresentados pelos colaboradores, ao chegarem para cumprir a jornada de trabalho encontraram as portas da unidade fechadas e foram informados de que seus vínculos empregatícios teriam sido encerrados. A situação provocou revolta entre os trabalhadores, que passaram a questionar a legalidade das medidas adotadas e a ausência de informações oficiais detalhadas sobre as decisões administrativas.

Os manifestantes afirmam que não tiveram acesso a documentos ou atos formais que esclarecessem a suposta prorrogação da intervenção ou justificassem o desligamento coletivo dos funcionários.

A mobilização ocorreu em frente ao cartório e reuniu colaboradores que alegam ter sido surpreendidos pela decisão.

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Denúncias incluem assédio moral e pressão psicológica

Além das reclamações relacionadas às demissões, os trabalhadores também relataram um ambiente de trabalho marcado por pressão psicológica e episódios de assédio moral.

De acordo com os manifestantes, os problemas teriam se intensificado após o afastamento cautelar do titular da serventia e a nomeação de uma responsável interina para administrar o cartório durante o período de intervenção.

Os funcionários alegam que enfrentaram dificuldades de comunicação com a administração, falta de transparência em decisões internas e ausência de diálogo sobre mudanças que afetavam diretamente a rotina de trabalho.

Outra reclamação apresentada durante o protesto envolve supostos atrasos no pagamento de salários e benefícios trabalhistas, situação que, segundo os colaboradores, teria causado insegurança financeira para diversos profissionais da unidade.

Até o momento, as acusações apresentadas pelos trabalhadores não foram objeto de manifestação específica por parte da administração interina do cartório.

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Presença de policial armado também foi questionada

Entre os pontos levantados pelos manifestantes está a presença de um policial armado nas dependências do cartório durante o período da intervenção.

Segundo os relatos, a situação gerou desconforto entre parte dos funcionários e foi interpretada como um fator adicional de pressão dentro do ambiente de trabalho.

Leia mais: Saiba quando servidores do governo do Amazonas receberão primeira parcela do 13º salário

Os trabalhadores afirmam não ter recebido esclarecimentos sobre a finalidade da presença do agente nem sobre as circunstâncias que justificariam a medida.

Apesar das reclamações, não foram apresentados detalhes oficiais sobre a atuação do policial ou eventual relação com as atividades administrativas desenvolvidas na unidade.

Intervenção foi determinada após apuração de supostas irregularidades

A crise no cartório ocorre cerca de dois meses após a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas determinar o afastamento cautelar do titular da serventia, Aníbal Fraga de Resende Chaves.

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A medida foi adotada para permitir a apuração de possíveis irregularidades relacionadas a uma transferência imobiliária registrada pelo cartório. O caso originou uma reclamação disciplinar que passou a ser analisada pela Corregedoria.

As investigações também buscam esclarecer se houve participação de servidores da unidade nos procedimentos que motivaram a abertura do processo administrativo.

O caso tramita sob segredo de Justiça.

Corregedoria afirma que medida busca garantir regularidade dos serviços

Em nota, a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas informou que a intervenção foi determinada dentro das competências legais atribuídas ao Poder Judiciário para fiscalizar os serviços extrajudiciais.

Segundo o órgão, a decisão ocorreu após a identificação de fortes indícios de irregularidades administrativas e operacionais, especialmente em procedimentos relacionados à usucapião extrajudicial.

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A Corregedoria afirmou ainda que a principal finalidade da intervenção é assegurar a continuidade dos serviços prestados à população e preservar a regularidade dos atos registrais.

O corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, destacou que as medidas adotadas buscam evitar prejuízos aos usuários do serviço e garantir o funcionamento adequado da serventia durante as investigações.

Órgão aponta dificuldades de gestão interna

Ainda conforme a manifestação da CGJ-AM, durante a intervenção foram identificados obstáculos relacionados à governabilidade interna da unidade.

Entre os problemas apontados estão dificuldades para implementar medidas de reorganização administrativa, resistência a mudanças consideradas necessárias e riscos ao cumprimento de prazos registrais.

A Corregedoria sustenta que as ações adotadas visam restabelecer a normalidade dos serviços e assegurar que os procedimentos sejam conduzidos de acordo com as normas vigentes.

Enquanto isso, os funcionários afetados buscam orientação jurídica e trabalhista para avaliar eventuais medidas legais relacionadas aos desligamentos e às denúncias apresentadas durante o protesto.

O caso segue em apuração e poderá ter novos desdobramentos à medida que avançarem as investigações conduzidas pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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