FVS alerta para aumento de doenças e acidentes com animais peçonhentos durante cheia no Amazonas
Fundação reforça cuidados com a qualidade da água, prevenção de doenças e proteção contra serpentes e escorpiões durante o período de alagações.

FOTO: Denivaldo Oliveira/ AM POST
Resumo
Com a intensificação da cheia dos rios no Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) reforçou orientações para prevenir doenças relacionadas à água contaminada e acidentes com animais peçonhentos. O cenário de alagações aumenta os riscos à saúde da população, especialmente devido à contaminação da água para consumo e à maior circulação de serpentes e escorpiões em áreas habitadas.
Notícias do Amazonas – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforçou, nesta quarta-feira (10), as orientações voltadas à prevenção de doenças transmitidas pela água contaminada e de acidentes com animais peçonhentos durante o período de cheia dos rios no estado.
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O aumento das chuvas e a elevação do nível dos rios têm provocado alagações em diferentes regiões do Amazonas, criando condições que favorecem a contaminação da água utilizada para consumo humano e a aproximação de animais peçonhentos das áreas habitadas.
Cheias aumentam riscos à saúde da população
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a instituição mantém o monitoramento epidemiológico contínuo e presta apoio técnico aos municípios para minimizar os impactos provocados pelas cheias.
Entre as ações desenvolvidas estão orientações técnicas às secretarias municipais de saúde e a distribuição de insumos estratégicos, como o hipoclorito de sódio a 2,5%, utilizado no tratamento da água destinada ao consumo humano.
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Cuidados com a água são fundamentais
O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, destaca que medidas simples podem reduzir significativamente os riscos de adoecimento durante o período de enchentes.
A recomendação é filtrar, ferver ou clorar a água antes do consumo. Além disso, a população deve evitar contato direto com águas de enchentes e utilizar equipamentos de proteção, como botas e luvas, durante a limpeza de áreas alagadas.
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Animais peçonhentos buscam áreas mais secas
Outro fator de preocupação é o aumento dos acidentes envolvendo serpentes, escorpiões e outros animais peçonhentos. De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, a subida das águas altera o habitat desses animais, que passam a procurar locais secos para abrigo.
Por isso, a orientação é manter quintais e áreas próximas às residências limpos, além de redobrar a atenção em locais sujeitos a alagamentos.
Mais de 91 mil casos de doença diarreica foram registrados
Dados da FVS-RCP mostram que a Doença Diarreica Aguda (DDA) continua entre os principais agravos monitorados no estado. Entre janeiro e maio de 2026, cerca de 91 mil casos foram registrados no Amazonas.
Desse total, aproximadamente 40% ocorreram em Manaus. No interior, municípios como Tefé e Parintins figuram entre os que apresentaram maior número de notificações no período.
Estado já distribuiu mais de 2 milhões de frascos de hipoclorito
Em relação à leptospirose, foram registrados 11 casos entre janeiro e maio deste ano, número inferior aos 13 casos contabilizados no mesmo período de 2025, representando uma redução de 15,4%.
Já os acidentes com animais peçonhentos somaram 1.042 registros apenas no primeiro trimestre de 2026.
Para reforçar a prevenção, a FVS-RCP informou que já distribuiu 2.163.400 frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% para os municípios amazonenses. O produto é considerado essencial para garantir a qualidade da água consumida pela população, principalmente em áreas mais vulneráveis aos efeitos das cheias.
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