Amazonas

Amazonas


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

FVS-RCP contribui com estudo que aponta novo vírus Oropouche em circulação na Amazônia Brasileira

Pesquisa aponta que casos recentes de Febre do Oropouche coincidem com surgimento de nova linhagem do vírus.

Por Hugo Guimarães

01/10/2024 às 18:15

Foto: Divulgação

Notícias do Amazonas – Fortalecendo a pesquisa em vigilância em saúde no Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) integra o estudo sobre o surgimento de um novo vírus Oropouche relacionado à ocorrência de casos recentes na região amazônica brasileira no período de 2022 a 2024. Os resultados da pesquisa foram divulgados pelo link.

O estudo incluiu o sequenciamento de 382 genomas do vírus Oropouche (OROV) de amostras de pacientes coletadas nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, entre os anos de 2022 e 2024, com o objetivo de rastrear a origem e evolução genética do vírus.
As análises identificaram que a ocorrência de casos recentes de Febre do Oropouche coincide com o surgimento de uma nova linhagem viral contendo segmentados de vírus detectados na região amazônica oriental de 2009 a 2018 e segmentados de vírus detectados no Peru, Colômbia e Equador de 2008 a 2021.

PUBLICIDADE

Conforme a pesquisa, a nova linhagem OROV recombinada provavelmente surgiu na região central do Amazonas entre 2010 e 2014. O estudo fornece uma visão do comportamento do vírus Oropouche, mostrando o pico de transmissão ocorrido durante o período chuvoso.
“Enquanto instituição que valoriza a pesquisa em saúde, 11 pesquisadores da FVS-RCP participam da iniciativa que fortalece a importância de estudos como esse que auxilia na compreensão do cenário e enfrentamento à doença”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

Os resultados do estudo são estratégicos para a formulação de ações de vigilância genômica ampla e de longo prazo para fortalecimento do entendimento da carga real do OROV dentro e além da região amazônica.

A detecção da infecção pelo vírus foi possível usando exame PCR em tempo real que detecta os vírus OROV e Mayaro. O protocolo foi implementado em todos os Laboratórios Centrais de Saúde Pública pelo Ministério da Saúde, além de ser recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Segundo o virologista Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia), e um dos autores do estudo, a pesquisa contribuiu, ainda, para a identificação das rotas de migração que o vírus seguiu. Esse tipo de informação não era conhecida.

PUBLICIDADE

“Nós conseguimos identificar que foi uma nova linhagem do vírus que emergiu da evolução do vírus ao longo dos anos e que juntou com informações genéticas de outros vírus que circularam anteriormente. Nós conseguimos mapear a origem do vírus entre 2010 e 2014 no interior do Amazonas, mas especificamente em Tefé, e esse vírus consegue chegar em Roraima e também para o sul do Amazonas e chega a Rondônia e Acre”, detalhou Naveca.

Uma das pesquisadoras da FVS-RCP que participa do estudo é a diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação da fundação, Luciana Fé. “Os dados obtidos nos fornecem subsídios para análises que ajudam o corpo de pesquisadores a formulação de conhecimento fortalecendo a tomada de decisões e entendimento sobre a doença”, acrescentou a pesquisadora.

Colaboração interinstitucional

Além da FVS-RCP, incluindo o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), também fazem parte da iniciativa pesquisadores das seguintes instituições:

Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia), Lacen-RR, Lacen-RO, Lacen-AC, Secretaria Estadual de Saúde do Acre, Lacen-PR, Ministério da Saúde, Fiocruz Rondônia, Universidade do Estado do Amazonas, Universidade Federal do Amazonas, Fundação de Medicina Tropical – Heitor Vieira Dourado, Instituto Evandro Chagas, Secretaria de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente, Universidade Federal do Espírito Santo, Iniciativa Global de Ciência de Dados (GISAID, sigla em inglês), Instituto Aggeu Magalhães Fiocruz, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade da Califórnia, Universidade Cornell, Instituto Oswaldo Cruz Fiocruz e Instituto Carlos Chagas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

Letícia Butterfield

Últimas notícias

Brasil

Alcolumbre prorroga por mais 60 dias medida provisória que subsidia diesel no Brasil

Decisão de Davi Alcolumbre amplia prazo para votação da MP que prevê subsídio de R$ 1,12 por litro e integra pacote contra alta dos combustíveis.

há 12 minutos

Eleições 2026

Wilson Lima lidera no interior do Amazonas entre os principais pré-candidatos ao Senado

Levantamento mostra ex-governador com desempenho superior aos principais adversários no interior.

há 18 minutos

Brasil

Justiça mantém decisão favorável a Nikolas Ferreira e rejeita novo recurso em ação por suposta transfobia

TJDFT negou recurso de entidades e manteve entendimento de que discurso do deputado está protegido pela imunidade parlamentar.

há 22 minutos

Brasil

Caso Helena: o que se sabe sobre morte da bebê de 10 meses em meio a abuso sexual

Bebê morreu após dar entrada em hospital de Fortaleza.

há 25 minutos

Brasil

Lula adota cautela com Lei da Reciprocidade enquanto governo avalia resposta ao tarifaço dos EUA

Presidente quer evitar impactos na economia brasileira antes de aplicar medidas contra a tarifa de 25% imposta pelos EUA sobre produtos nacionais.

há 47 minutos