Gabinete de juiz suspeito de fraude envolvendo a Eletrobras também foi alvo de buscas da PF e CNJ em Presidente Figueiredo
Operação ocorre dias após o afastamento cautelar do magistrado.

Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – Na manhã desta segunda-feira (24), agentes da Polícia Federal (PF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizaram buscas nos gabinetes do juiz Jean Carlos Pimentel, no município de Presidente Figueiredo, e do desembargador Elci Simões, na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus. A ação faz parte de uma investigação sobre supostas irregularidades envolvendo a liberação de documentos que possibilitaram a retirada de aproximadamente R$ 150 milhões da Eletrobras.
PUBLICIDADE
A operação foi coordenada pela Superintendência da PF no Distrito Federal, com apoio de agentes no Amazonas. Durante as buscas, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à perícia em Brasília. Os magistrados haviam sido afastados de suas funções na última sexta-feira (21) por decisão do CNJ, que também determinou a interdição dos respectivos gabinetes.
Desde o afastamento, os gabinetes permanecem lacrados, impedindo o acesso dos magistrados e de suas equipes. Uma foto divulgada na sexta-feira mostrava a porta do gabinete de Elci Simões com faixas e um aviso impresso informando sobre a interdição.
Acusações e Defesa
Os magistrados são investigados por supostas irregularidades na liberação de documentos que permitiram o saque milionário da Eletrobras. O caso envolve processos judiciais e possíveis violações de normas de conduta no Judiciário.
O juiz Jean Carlos Pimentel se pronunciou por meio de nota, negando qualquer envolvimento em fraude relacionada ao caso. Ele afirmou que os R$ 150 milhões questionados já foram integralmente devolvidos à conta judicial e que sua atuação seguiu determinações de instâncias superiores. “Encontro-me afastado de minhas funções pelo CNJ após ter atuado em conformidade com determinações provenientes de instância superior. Esta situação nos convida a uma reflexão sobre os limites e responsabilidades inerentes à atuação da magistratura brasileira”, declarou.
Já o desembargador Elci Simões não se manifestou publicamente sobre a investigação e seu afastamento.
O caso segue em andamento e pode ter novas fases de investigação, a depender do avanço da análise dos materiais apreendidos.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





