GAECO solicita liberdade provisória para Anabela Cardoso no âmbito da Operação Erga Omnes
Ministério Público decidiu não denunciar investigada nesta fase por falta de elementos comprobatórios;

FOTO: Reprodução
Resumo:
O GAECO, braço do Ministério Público do Amazonas, solicitou a soltura de Anabela Cardoso Freitas e outros dois investigados na Operação Erga Omnes. A decisão ocorre após o MPAM formalizar denúncia contra 16 pessoas, mas excluir Anabela por falta de provas suficientes no momento. Caso aceito pela Justiça, os investigados deverão cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
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Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), protocolou um pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares para Anabela Cardoso Freitas. O requerimento foi apresentado à Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus nesta quinta-feira (14 de maio).
Ausência de Denúncia Formal
A manifestação do GAECO fundamenta-se na análise técnica das provas colhidas até agora. Embora Anabela tenha sido indiciada pela polícia, os promotores entenderam que a investigação ainda não possui elementos sólidos o bastante para sustentar uma denúncia formal contra ela e outros quatro alvos.
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Com a exclusão de Anabela da lista dos 16 denunciados nesta etapa, o MPAM considera que a manutenção da prisão preventiva não possui mais sustentação jurídica imediata, optando pela continuidade das apurações com a investigada em liberdade vigiada.
Medidas Cautelares Propostas
Para garantir que a investigação não seja prejudicada, o órgão ministerial sugeriu que a soltura seja condicionada a regras rígidas:
Monitoramento Eletrônico: Uso obrigatório de tornozeleira;
Restrição de Contato: Proibição de comunicação com os demais investigados no processo;
Retenção Domiciliar: Proibição de deixar a Comarca de Manaus sem autorização prévia;
Apresentação em Juízo: Comparecimento periódico para informar atividades e manter endereço atualizado.
Além de Anabela, o pedido de liberdade condicional também beneficia Alcir Queiroga Teixeira Júnior e Sander Galdencio Candido de Brito.
Compartilhamento de Provas
O GAECO também requereu à Justiça o compartilhamento de dados obtidos em investigações realizadas em 2025. O objetivo é cruzar laudos periciais e informações extraídas de dispositivos móveis para reforçar o contexto probatório e determinar se os agora libertados possuem envolvimento direto com a estrutura criminosa alvo da Operação Erga Omnes.
A decisão final sobre a soltura cabe agora ao magistrado responsável pela Vara de Delitos de Tráfico de Drogas.
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