Garimpo ilegal na Amazônia: PRF intensifica ações para interceptar criminosos que usam rodovias e rios para escoar metal precioso
Criminosos usam vias federais da Transamazônica para escoar metal precioso.
- Foto: reprodução
Notícias do Amazonas – A Região Norte do Brasil segue como alvo constante de criminosos que exploram ilegalmente suas riquezas naturais. Com solo rico em minerais como ouro, ferro, alumínio, gás natural e petróleo, a Amazônia concentra milhares de bases operacionais de garimpos clandestinos. Essas áreas, apesar de protegidas por lei, continuam sendo invadidas por grupos que extraem recursos de forma irregular, gerando prejuízos ambientais e econômicos.
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Para conter a ação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) posiciona equipes estrategicamente nos arredores dessas zonas, com o objetivo de interceptar os garimpeiros e impedir o transporte dos produtos ilegais. Segundo o policial rodoviário federal Magalhães, atualmente as rodovias federais BR-310, BR-174 e BR-230 (Transamazônica) estão entre as principais rotas usadas para o escoamento dessas cargas.
De acordo com o diretor de operações da PRF, Marcus Vinícius Silva De Almeida, os criminosos adotam táticas cada vez mais sofisticadas para evitar a fiscalização, incluindo a abertura de estradas clandestinas conhecidas como “cabriteiras”. Essas vias alternativas margeiam as rodovias principais e dificultam o rastreamento, mas, segundo Almeida, a PRF mantém vigilância permanente para realizar abordagens quando inevitavelmente os veículos retornam à pista principal.
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As rodovias federais são especialmente visadas por ligarem diferentes estados e permitirem acesso direto a fronteiras internacionais, como as da Venezuela e da Guiana. Foi por uma dessas rotas, por exemplo, que seriam levados os 103 quilos de ouro apreendidos recentemente em Roraima.
Além do transporte terrestre, a PRF alerta que a malha fluvial da Amazônia — formada por grandes rios e inúmeros afluentes — é utilizada para escoar não apenas ouro, mas também drogas, armas, madeira extraída ilegalmente e animais silvestres. A extensão e a dificuldade de monitoramento dessas rotas aquáticas representam um desafio adicional às autoridades.
O combate a esse tipo de crime é fundamental para preservar o meio ambiente, proteger comunidades tradicionais e impedir que organizações criminosas continuem lucrando às custas da destruição da floresta e da exploração de recursos públicos. A PRF afirma que seguirá intensificando as ações de inteligência, monitoramento e fiscalização para reduzir a atuação desses grupos.
*Com informações do Metrópoles
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