Greve dos professores no AM é comandada por pessoas ligadas a políticos contrários ao governo do Estado; confira
A paralisação é considerada ilegal, já que foi deflagrada após decisão do TJAM, que determinou a suspensão do indicativo de greve.
O governador Wilson Lima apontou nessa quinta-feira (01/06), em uma coletiva de imprensa, que a greve dos professores, comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), tem motivação política e estão fazendo a categoria de massa de manobra.
“Todos que fazem parte do movimento, ou são ligados a algum político ou partido. Isso é lamentável porque tentam fazer dos professores uma massa de manobra para interesses pessoais. A maioria desses que estão a frente do movimento projetam uma candidatura para 2024 e em 2024 vocês podem conferir vamos ver aqueles que sairão candidatos“, disse.
Confira:
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A greve é considerada ilegal, já que foi deflagrada após decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Domingos Chalub, que determinou a suspensão do indicativo de paralisação.
Com salários garantidos pela legislação, os diretores do Sinteam esticaram um movimento grevista barrado pela Justiça sem dar segurança aos professores que atuam nas escolas e podem ter faltas descontadas no contracheque.
Os diretores sindicais têm estabilidade e imunidade garantidas pela Consolidação da Lei Trabalhista (CLT) e possuem flexibilidade jurídica para reverter processos disciplinares internos no âmbito da Secretaria de Educação, diferentemente dos educadores que não possuem função no sindicato. Os dirigentes não explicam como vão pagar a multa judicial que se acumula em R$ 270 mil e será registrado como dívida da instituição sindical.
Ligações perigosas
Vale destacar que nas eleições do ano passado, a presidente do Sinteam, Ana Cristina, foi candidata a deputada estadual pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), comandado pelo ex-deputado federal, Eron Bezerra, marido da ex-senadora Vanessa Graziotin, com quem a professora publicou fotos nas redes sociais.
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Além disso, o deputado federal Sidney Leite (PSD), que é contra a gestão de Wilson Lima, foi recebido por Ana Cristina e outros líderes greve na sede do Sinteam e fez vídeo para as redes sociais criticando o mandatário.
O vice-presidente do Sinteam, Cleber de Oliveira Ferreira, também tem ligação com o PCdoB e foi candidato a vereador pelo partido em 2020 mas não conseguiu se eleger. Ele tem articulação com o senador Eduardo Braga (MDB), que foi adversário de Wilson Lima nas eleições 2022 quando se candidato a governador do Amazonas e foi derrotado.
Braga publicou nas redes sociais uma imagem ao lado de representantes do Comando de Greve da rede estadual de ensino, realizado no último sábado (27). “Conversamos sobre os prejuízos econômicos que a categoria acumula e a baixa qualidade na educação no Amazonas”, escreveu o senador na legenda da foto.
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Cleber Ferreira também já integrou a vice-presidência do Conselho Municipal de Educação em 2016, época em que o ex-deputado federal Pauderney Avelino foi secretário de Educação do ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.
Resposta
Wilson Lima afirmou que, como governador, não vai permitir que uma situação tão séria seja usada com motivação política.
“Eu não vou permitir enquanto governador que se politize uma situação como essa. Usar isso para poder se promover eu não vou permitir, principalmente quando se trata de crianças, de pais que precisam que as crianças estejam nas escolas. Infelizmente o movimento sindical trilhou esse caminhou e acabou causando um transtorno muito grande. Para o movimento quanto mais tempo a greve permanecer melhor, porque eles tem mais tempo de exposição. Isso é importante para eles mas acaba prejudicando os alunos e os pais“, declarou.
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O mandatário anunciou, ontem (01/06), concessão de reajuste de 8% da data-base dos 33.168 trabalhadores da rede estadual de educação do Amazonas. O valor será pago no final de junho e retroativo a março, mês da data base da categoria. Com isso, o estado passa a figurar como o nono do Brasil que melhor paga os profissionais de educação, mantendo-se acima do média salarial do país.
O Governo do Estado também vai aumentar em 18,42% o valor do auxílio-transporte dos servidores da educação, saindo de R$ 167,20 para R$ 198. O impacto na folha de pagamento, com o reajuste da data-base, será na ordem de R$ 2,128 bilhões/ano.
Além disso, serão encaminhados de imediato, para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), dois Projetos de Lei (PLs) para concessão de Regime Complementar para secretários escolares e coordenadores distritais. Serão concedidas, ainda, 2.225 progressões verticais para professores e pedagogos da rede estadual de ensino.
A partir do reajuste da data-base anunciado por Wilson Lima, o piso salarial pago aos professores da rede estadual do Amazonas chegará a R$ 5.129,16, valor 16,03% acima do piso salarial nacional, tornando a remuneração da rede estadual a 9º maior entre os demais estados e o Distrito Federal.
Com a efetivação do reajuste da data-base, o Governo do Amazonas reafirma o interesse em construir soluções para garantir o cumprimento de direitos dos trabalhadores e a valorização da categoria, em especial dos cerca de 60% dos profissionais que seguem em sala de aula e que não aderiram à paralisação, considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Redação AM POST*
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