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Guerra no Oriente Médio pressiona frete fluvial e ameaça encarecer abastecimento no interior do Amazonas

Alta do petróleo e do diesel, somada à seca dos rios, aumenta os custos das empresas de navegação e pode pressionar o preço das mercadorias.

Por Jonas Souza

07/08/2026 às 15:46

  • O aumento do petróleo internacional eleva o diesel usado na navegação fluvial, elevando os custos de frete no Amazonas, já que o diesel representa entre 40% e 50% dos gastos.
  • A seca dos rios encarece o transporte ao tornar viagens mais longas, reduzir a carga e exigir mais recursos com equipamentos, tripulação e segurança, com restrições como navegação noturna no Madeira.
  • Se o conflito se intensificar ou a estiagem piorar, os fretes podem subir e afetar os preços no interior, levando Sindarma a defender redução de ICMS sobre o diesel e a apresentar estudo técnico ao governo.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Amazonas  – Mesmo distante da região do conflito, o Amazonas pode sentir os efeitos da alta internacional do petróleo por depender fortemente do transporte fluvial para abastecer os municípios do interior. O aumento do preço do combustível já chegou à planilha de custos das empresas de navegação. Segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), o diesel utilizado pelas embarcações representa entre 40% e 50% dos custos dos fretes.

De acordo com os dados apresentados na apuração, o barril de petróleo Brent, principal referência internacional, passou de cerca de US$ 72 para US$ 95 no fim de julho, acumulando alta de 23% no período.

Leia mais: Tambaqui em perigo: peixe que reina nas mesas do Amazonas pode ser extinto

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A avaliação apresentada é de que uma eventual intensificação do conflito, especialmente com restrições nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, pode provocar novas pressões sobre os preços internacionais.

Quanto o diesel pesa no custo do transporte fluvial

O vice-presidente do Sindarma, Madison Nóbrega, afirma que o impacto sobre as transportadoras foi direto desde o início do conflito. Segundo ele, os preços do combustível chegaram a subir rapidamente no primeiro semestre. Posteriormente, houve redução de alguns impostos federais, o que ajudou a aliviar os valores, mas não levou o diesel de volta ao patamar anterior.

“O preço do diesel está 40% mais caro do que em janeiro e os custos operacionais também subiram e vão aumentar mais com a seca.”

Nóbrega afirma que as empresas ainda estão absorvendo parte dos custos para evitar repassar imediatamente os aumentos aos consumidores.

Segundo o dirigente, porém, uma piora do cenário internacional pode tornar inevitável um reajuste no transporte de cargas. “Até o momento, as transportadoras estão segurando reajustes, mas se piorar a questão geopolítica, o custo do frete também subirá para manter as operações.”

Por que a seca dos rios também aumenta o frete no Amazonas

Além da alta dos combustíveis, o período de estiagem representa outro fator de pressão sobre o transporte fluvial no estado. Com a redução do nível dos rios, as viagens podem ficar mais demoradas e algumas rotas passam a exigir cuidados adicionais para garantir a segurança da navegação.

Na bacia do Madeira, por exemplo, a navegação noturna pode ser proibida em determinados períodos para evitar acidentes provocados por pedrais e bancos de areia. O problema é que uma viagem mais longa também significa maior consumo de combustível e aumento das despesas com tripulação, equipamentos e segurança.

Como a seca pode afetar o abastecimento do interior

Segundo o Sindarma, durante a estiagem as embarcações podem levar até o dobro do tempo para concluir determinadas viagens. Ao mesmo tempo, a menor profundidade dos rios reduz a quantidade de carga que pode ser transportada pelas embarcações.

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Na prática, as empresas enfrentam uma combinação de fatores que eleva o custo operacional:

  • maior consumo de combustível;
  • viagens mais demoradas;
  • redução da capacidade de carga;
  • aumento dos gastos com equipamentos;
  • custos adicionais com tripulação;
  • necessidade de escoltas de segurança em determinadas operações.

De acordo com Nóbrega, esses fatores podem pressionar não apenas as empresas de navegação, mas também toda a cadeia de abastecimento dos municípios do interior.

O que pode ser feito para evitar aumento do frete

Uma das alternativas defendidas pelo Sindarma é a redução do ICMS incidente sobre o diesel durante os meses de estiagem. A entidade argumenta que uma medida desse tipo poderia ajudar a compensar parte do aumento dos custos provocado pelas condições de navegação durante a seca.

O sindicato também prepara um estudo técnico para apresentar ao Governo do Amazonas. O documento deverá reunir dados sobre o aumento do consumo e dos preços dos combustíveis durante o período de menor nível dos rios.

O aumento do frete pode chegar ao consumidor

A possibilidade existe, principalmente caso a alta do petróleo continue e os custos operacionais das empresas aumentem durante a seca. Como o transporte fluvial é essencial para levar alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos aos municípios do interior, uma elevação significativa do frete pode acabar pressionando os preços praticados nessas localidades.

O cenário preocupa porque os dois fatores — conflito internacional e estiagem amazônica — podem ocorrer simultaneamente. Para o setor, medidas que reduzam a carga tributária sobre o combustível durante a seca podem ajudar a evitar que o aumento dos custos seja integralmente repassado para o consumidor final.

O comportamento do preço internacional do petróleo e o nível dos principais rios do Amazonas serão dois indicadores importantes para o setor de navegação. Caso o petróleo continue subindo e a estiagem provoque condições mais difíceis de navegação, a pressão sobre os custos tende a aumentar.

O Sindarma afirma que acompanha o cenário e prepara dados técnicos para apresentar ao governo estadual, enquanto as empresas de navegação, até o momento, procuram absorver parte dos aumentos para evitar reajustes imediatos no frete.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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