Homem é condenado a quase 28 anos por matar amazonense e ocultar corpo em represa em SP
Clísia Lima, natural de Manacapuru, foi assassinada em 2024; Justiça reconheceu feminicídio e ocultação de cadáver.
- O Tribunal do Júri condenou Edson Fernando Cardoso a 27 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio de Clísia Lima da Silva e pela ocultação do cadáver.
- Clísia desapareceu em 29/10/2024 em Extrema (MG) e o corpo foi encontrado dias depois na Represa de Piracaia (SP).
- Testemunhos apontaram que o relacionamento era marcado por agressões, controle e violência psicológica, com registros anteriores de denúncia por violência física.
- O réu confessou apenas a ocultação do corpo, mas negou o assassinato; a investigação indicou morte por politraumatismo e possível ação sem sinais de luta, com motivação atribuída a ciúmes.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: Reprodução/Redes Sociais
Notícias do Amazonas – O Tribunal do Júri condenou Edson Fernando Cardoso a 27 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da amazonense Clísia Lima da Silva, de 35 anos, e pela ocultação do cadáver. A pena deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
Natural de Manacapuru, no interior do Amazonas, Clísia desapareceu em 29 de outubro de 2024, na cidade de Extrema (MG), onde morava com o companheiro. Dias depois, o corpo foi localizado por um morador na Represa de Piracaia, no interior de São Paulo.
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Relacionamento era marcado por violência
Durante o julgamento, familiares e amigas da vítima relataram que o relacionamento era marcado por agressões, controle e violência psicológica.
O Ministério Público também apresentou um boletim de ocorrência registrado anteriormente por Clísia, no qual ela denunciava o companheiro por violência física.
O casal estava junto havia cerca de três anos e se conheceu em Manaus, cidade onde a vítima morava antes de se mudar para o Sudeste.
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Réu confessou ocultação do corpo
Em depoimento à Justiça, Edson Fernando Cardoso admitiu que escondeu o corpo da companheira na represa, mas negou ter cometido o assassinato.
A versão, no entanto, foi rejeitada pelos jurados, que acolheram a denúncia apresentada pelo Ministério Público e o condenaram pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
Investigação apontou morte violenta
Segundo as investigações, Clísia morreu em decorrência de politraumatismo craniano provocado por um forte golpe na cabeça e na coluna.
O corpo foi encontrado com as mãos e os pés amarrados, e os peritos não identificaram sinais de luta, indicando que a vítima pode ter sido surpreendida pelo agressor.
A Polícia Civil apontou, à época, que o crime teria sido motivado por ciúmes.
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