Josué Neto diz que erro do poder público, que causou suspensão da vacinação contra Covid, é atitude anti-cristã

O Amazonas já recebeu 459.420 doses de vacina contra a Covid-19.

Redação AM POST

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (Patriota), usou as redes sociais nesta quarta-feira (27) para criticar o poder público por erro que causou suspensão da vacinação contra Covid-19 no Amazonas. O Amazonas já recebeu 459.420 doses dos imunizantes.

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De acordo com o parlamentar a atitude é anti-cristã e desumana. “Mais uma vez a vacinação foi suspensa em Manaus e no Amazonas. Quando o poder público faz errado o que deveria ser correto principalmente se tratando de milhares de vidas, é um atitude anti-cristã, é desumana”, disse.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) enviou ofício à Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) para que retome a entrega de doses da vacina AstraZeneca aos municípios do interior do estado. A recomendação foi feita após novo despacho da 1ª Vara Federal Cível da Justiça Federal, emitido no início da noite de ontem (26/01), em que deixa claro que a distribuição da vacina para os municípios do interior do Amazonas deve continuar sendo realizada.

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No novo despacho, a 1ª Vara Federal Cível da Justiça Federal no Amazonas reafirmou que a distribuição para Manaus do lote de vacina contra Covid-19, referente às doses da AstraZeneca, só poderá ser retomada após o Município apresentar plano conforme diretrizes e regras nacionais, estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, que assina o documento, os prefeitos foram alertados quanto à necessidade de lisura, transparência e moralidade na campanha de vacinação. Em Manaus, a aplicação das doses será retomada assim que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizar um plano de vacinação, nos padrões do Plano Nacional de Imunização (PNI), diz a decisão.

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“Na cidade de Manaus, os imunizantes AstraZeneca e Coronavac serão distribuídos a qualquer momento, desde que obedecidas as regras de prioridade já estabelecidas em todo o país, não podendo haver privilégios ou desvios de qualquer espécie, sujeitando os infratores à prisão em caso de flagrante delito, na forma da lei”, salienta.