Juiz do TJAM é investigado pelo CNJ por suposto assédio a funcionário e favorecimento a conhecidos
A denúncia foi feita em julho de 2023 e está sendo apurada pelo Conselho Nacional de Justiça (CJN).
- Foto: reprodução
Notícias do Amazonas – Um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) enviou uma denúncia ao desembargador Jomar Fernandes, da Corregedoria do TJ, acusando o juiz Carlos Henrique Jardim, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, de assédio moral, favorecimentos a conhecidos e de desmarcar julgamentos “grandes” e “midiáticos”. A denúncia foi feita em julho de 2023 e está sendo apurada pelo Conselho Nacional de Justiça (CJN).
Segundo a denúncia, desde que assumiu a titularidade da vara, que antes estava sob o comando do juiz Mauro Antony, o magistrado Carlos Henrique Jardim nomeou servidores sem formação ou vínculo com o TJ para cargos de confiança na vara. Essas nomeações levantam suspeitas sobre possíveis favorecimentos a conhecidos do juiz.
PUBLICIDADE
De acordo com o documento enviado pelo servidor, o juiz Carlos Henrique Jardim teria desmarcado diversos julgamentos que envolviam mais de um réu. Além disso, também teria sido acusado de deferir soltura de presos em processos de outros magistrados, o que gera preocupações quanto à imparcialidade nas decisões.
Conflito com servidor efetivo e exoneração do cargo
A denúncia também relata que, após desentendimentos com o servidor efetivo do tribunal, o magistrado abriu um processo administrativo contra o denunciante e o exonerou do cargo de diretor de secretaria. Essa atitude suscita questionamentos sobre retaliações por parte do juiz.
Acusações específicas contra o juiz
O servidor que fez a denúncia contra o juiz Carlos Henrique Jardim enumera uma série de acusações específicas. Ele afirma que o magistrado desmarcou julgamentos, absolveu sumariamente acusados e revogou prisões em casos que estavam sendo analisados pelo juiz Mauro Antony, seu antecessor na 3ª Vara do Tribunal do Júri. Tais ações levantam suspeitas de falta de imparcialidade e interferência indevida nos processos.
Nomeações questionáveis
Além das denúncias mencionadas anteriormente, o servidor denunciante alega que o juiz Carlos Henrique Jardim teria distribuído cargos comissionados na 3ª vara a conhecidos e, em alguns casos, a pessoas sem formação específica. Essas nomeações suscitam questionamentos sobre a forma como o magistrado vem conduzindo a sua gestão na vara e a possibilidade de favorecimentos baseados em relações pessoais.
PUBLICIDADE
É importante ressaltar que a denúncia ainda está sendo investigada pela Corregedoria do TJ-AM e pelo CNJ. Ambas as instituições têm a responsabilidade de apurar os fatos e tomar as medidas necessárias para garantir a integridade e a adequada conduta dos magistrados. Caso as acusações sejam comprovadas, medidas disciplinares e administrativas podem ser aplicadas ao juiz Carlos Henrique Jardim.
É fundamental que a Justiça seja imparcial e transparente, garantindo a igualdade de tratamento e a imparcialidade nas decisões. Denúncias como essa são importantes para manter a confiança da sociedade no sistema judicial, e é necessário que sejam apuradas com rigor, garantindo a devida punição caso haja irregularidades.
Nesse sentido, espera-se que a investigação em curso possa esclarecer todos os pontos levantados na denúncia e que as medidas cabíveis sejam tomadas para assegurar a integridade do sistema judiciário. A atuação ética e imparcial dos magistrados é fundamental para a manutenção do Estado de Direito e a garantia dos direitos dos cidadãos. O caso do juiz Carlos Henrique Jardim no Tribunal de Justiça do Amazonas deve ser tratado com seriedade e rigor, visando preservar a confiança da população na justiça brasileira.
O juiz Carlos Henrique Jardim disse por meio de sua defesa que “desempenha suas funções jurisdicionais com zelo e integridade” e até o momento, não foi notificado sobre o caso mas confia na apuração do CNJ e Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Amazonas onde poderá esclarecer os fatos.
*Com informações do site Segundo a Segundo
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






