Justiça do AM garante medicamento a idosa com câncer após negativa de plano de saúde
MP-AM destaca proteção ao idoso e direito fundamental à saúde
- Foto: Freepik
Resumo
A Justiça atendeu pedido do Ministério Público do Amazonas e determinou que um plano de saúde forneça medicamento a uma paciente idosa em tratamento contra câncer. A decisão considerou abusiva a negativa da operadora e garantiu o acesso ao tratamento necessário.
Notícias do Amazonas – A Justiça concedeu decisão liminar favorável ao Ministério Público do Amazonas e determinou que a operadora Unimed Nacional forneça medicamento indicado para uma paciente idosa em tratamento oncológico. A medida foi tomada após ação civil pública movida pela Promotoria de Defesa do Consumidor.
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Segundo o MP, a recusa do plano de saúde em custear o medicamento contraria o Código de Defesa do Consumidor e a Lei nº 9.656 de 1998, que garantem a cobertura não apenas do tratamento principal, mas também de medicamentos necessários para controlar efeitos colaterais.
A operadora havia negado o fornecimento sob o argumento de que o remédio não consta no rol obrigatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Tratamento e necessidade clínica
De acordo com a ação, a paciente realiza tratamento contra câncer de mama com o medicamento Letrozol, que acabou agravando um quadro de osteoporose devido aos efeitos adversos.
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Para evitar complicações mais graves, como fraturas, a equipe médica prescreveu o uso de Prolia, indicado para fortalecimento ósseo. O MP destacou que a necessidade clínica está devidamente comprovada.
Decisão e multa
Diante do cenário, a Justiça determinou que o plano autorize e custeie o medicamento imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento, enquanto houver prescrição médica.
A promotora Sheyla Andrade ressaltou que a atuação do MP busca combater limitações indevidas impostas pelos planos de saúde, especialmente quando há respaldo científico e registro do medicamento na Anvisa.
Ela também destacou a proteção especial garantida aos idosos e a importância de equilibrar a relação entre consumidores e operadoras de saúde.
Segundo a promotora, a intervenção garante que pacientes em situação de vulnerabilidade tenham acesso a tratamentos adequados, independentemente de restrições administrativas ou financeiras.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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