A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Amazonas

Justiça obriga União, INSS, Caixa e Funai a adaptar acesso de povos indígenas e tradicionais a benefícios no Amazonas

A decisão atinge a Caixa Econômica Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Por Jonas Souza

30/05/2025 às 15:44 - Atualizado em 30/05/2025 às 15:45

Notícias do Amazonas – A Justiça Federal determinou que os órgãos responsáveis pela gestão de políticas públicas de benefícios sociais e previdenciários adotem medidas efetivas para garantir o acesso de povos indígenas e tradicionais do Amazonas a programas como o Bolsa Família, auxílio maternidade e aposentadorias, diretamente nas aldeias e comunidades, sem obrigá-los a se deslocar até as cidades.

PUBLICIDADE

Leia mais: Empresária investigada pela PF pagou empresa de Durango Duarte para realizar pesquisas eleitorais no interior do AM

A decisão atinge a Caixa Econômica Federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a União, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). As instituições devem apresentar propostas, medidas concretas e cronogramas para adequar as políticas públicas à realidade geográfica e sociocultural desses povos em todo o estado.

A ação judicial foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) durante a pandemia de Covid-19, quando o objetivo era garantir o acesso emergencial a benefícios e cestas básicas. No entanto, as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas e tradicionais não só persistiram, como se agravaram após o fim da emergência sanitária.

Entre os principais problemas identificados estão as barreiras geográficas e de comunicação. O atendimento nos órgãos públicos é feito exclusivamente em português, sem intérpretes, o que impede a compreensão de orientações importantes sobre programas sociais. Além disso, há dificuldades no contato com centrais de atendimento, falta de acesso a documentação, violência, fraudes praticadas por comerciantes, agravos à saúde e abandono de atividades tradicionais, como o roçado e a escola, quando os indígenas são obrigados a ir até as cidades para sacar benefícios ou atualizar cadastros.

PUBLICIDADE

Em muitos casos, os deslocamentos envolvem longas viagens e permanência precária nas cidades, onde os indígenas se instalam em barracas de lona nas ruas ou praças, à espera do atendimento. Muitos desconhecem as regras de saque, o calendário de pagamentos e os prazos estabelecidos, ficando vulneráveis a doenças e outras situações adversas fora de suas comunidades.

O MPF destaca que, além de não receberem os benefícios em suas aldeias, os indígenas não contam com qualquer estrutura nas cidades que lhes garanta acolhimento digno, orientação adequada, tradução, alimentação ou suporte para o cumprimento das exigências burocráticas.

A situação é ainda mais crítica para os povos indígenas de recente contato, como os Yanomami, Madiha Kulina, Pirahã, Hupdah e Yuhupdëh, que sofrem graves consequências devido à falta de adequação das políticas públicas às suas formas de vida. O MPF aponta que mortes, conflitos e agravamentos de saúde têm sido registrados em decorrência dessas falhas.

Apesar de o próprio governo federal ter publicado, em 2016, o estudo “Estudos etnográficos sobre o Programa Bolsa Família entre povos indígenas”, que já identificava os problemas e propunha soluções como a disponibilização de benefícios diretamente nas aldeias, passados quase dez anos, pouco foi efetivamente implementado.

O MPF atua desde 2015 na tentativa de resolver a situação, buscando assegurar condições dignas para que os povos originários possam acessar seus direitos sem comprometer sua saúde, segurança e modo de vida.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Um anjo pergunta à Deus: O que é um autista? E Deus lhe responde: É um de vocês que permito descer à Terra!

Lu Lena

Últimas notícias

Manaus

Amazonas Fan Fest reúne torcedores no Largo de São Sebastião para Brasil x Escócia

Evento gratuito contará com shows, DJ e transmissão ao vivo da partida decisiva da Seleção Brasileira.

há 2 horas

Manaus

Superaquecimento de ar-condicionado provoca princípio de incêndio em residência na zona norte de Manaus

Moradores conseguiram deixar o imóvel a tempo e o fogo foi controlado antes de atingir outras áreas da residência.

há 3 horas

Desaparecidos

Polícia Civil divulga imagens de quatro crianças e adolescentes desaparecidos em Manaus

Casos foram registrados em diferentes regiões da cidade e mobilizam investigações da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente.

há 3 horas

Amazonas

Projeto Água Boa oferece água potável gratuita para moradores e turistas em Parintins

Estrutura da Defesa Civil garante até 5 mil litros de água por dia durante o festival na Ilha Tupinambarana.

há 4 horas

Amazonas

Troca de alimentos por pulseiras da Festa dos Visitantes movimenta Parintins

Acesso ao evento será garantido mediante entrega de alimentos não perecíveis até o dia 25 de junho.

há 4 horas