Justiça suspende licitação da Prefeitura de Manacapuru por suspeita de superfaturamento
Ministério Público identificou falhas técnicas e possível superfaturamento em licitação.
- Foto: Divulgação
Resumo
A Justiça do Amazonas suspendeu o Pregão Eletrônico nº 007/2025 da Prefeitura de Manacapuru após ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que identificou possível sobrepreço superior a R$ 1 milhão na compra de equipamentos de informática. A decisão também determinou a entrega de contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento ligados à licitação.
Notícias do Amazonas – A Justiça do Amazonas determinou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 007/2025 da Prefeitura de Manacapuru após ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas. O processo licitatório previa a compra de equipamentos e suprimentos de informática para o município.
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Segundo o MPAM, a investigação identificou indícios de superfaturamento que podem ultrapassar R$ 1 milhão, além de falhas na pesquisa de preços e irregularidades no planejamento técnico da contratação.
MP apontou preços acima do mercado
De acordo com o promotor de Justiça Vinicius Ribeiro de Souza, itens como monitores e nobreaks apresentavam valores muito superiores aos praticados no comércio local.
A apuração contou com inspeções presenciais realizadas pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público, que comparou os preços da licitação com os encontrados em estabelecimentos comerciais de Manacapuru.
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Os relatórios técnicos produzidos pelo MP serviram de base para a decisão liminar da Justiça.
Justiça determina suspensão imediata
Na decisão, a Justiça ordenou:
- a suspensão imediata do pregão eletrônico;
- a paralisação dos efeitos de eventuais contratos firmados;
- a interrupção de pagamentos relacionados à licitação;
- a apresentação, em até cinco dias, de contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento vinculados às empresas vencedoras.
O descumprimento das medidas poderá gerar multa diária de R$ 5 mil.
Estudo técnico também foi questionado
Além do possível sobrepreço, o Ministério Público apontou falhas no Estudo Técnico Preliminar (ETP), considerado genérico e sem fundamentação suficiente para justificar os valores previstos na contratação.
Segundo o MPAM, antes do ajuizamento da ação, foi enviada recomendação à prefeitura para suspensão e anulação do certame, mas o órgão afirmou que não houve resposta satisfatória.
“Após a juntada do estudo técnico do NAT, foi possível identificar possível sobrepreço superior a R$ 1 milhão. Diante da ausência de providências administrativas, foi necessário recorrer à via judicial para proteger o erário público”, afirmou o promotor Vinicius Ribeiro de Souza.
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