Laudo da Marinha aponta culpa dos dois condutores em colisão entre lancha e moto aquática que deixou três mortos no Lago Acajatuba
Investigação revela combinação crítica de ausência de luz, consumo de álcool e manobras arriscadas antes do choque entre lancha e moto aquática.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Amazonas -A Marinha do Brasil concluiu a investigação sobre o acidente que matou três pessoas no Lago Acajatuba, em setembro, e o relatório traz uma leitura mais ampla do que ocorreu naquela noite.
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Em vez de um único culpado, os peritos identificam um encadeamento de falhas, cometido pelos dois condutores envolvidos na colisão: o piloto da lancha voadeira e o condutor da moto aquática.
De acordo com a análise técnica, os dois navegavam em um cenário considerado altamente inseguro. Àquela altura, por volta das 22h, nenhuma das embarcações possuía sinalização luminosa, item obrigatório para navegação noturna.
A ausência desse equipamento reduziu drasticamente a visibilidade e deixou ambos vulneráveis a qualquer aproximação inesperada.
A investigação aponta ainda que a lancha era conduzida com passageiros sem coletes salva-vidas e que parte do grupo apresentava teores elevados de álcool no sangue — fator que compromete reflexos, equilíbrio e tomada de decisão. Esse conjunto de irregularidades, segundo o laudo, criou um ambiente de risco extremo.
Do outro lado, o piloto da moto aquática tentava localizar uma embarcação da própria família, que havia ficado à deriva após um problema mecânico. Mesmo tratando-se de uma situação emergencial, os investigadores reforçam que navegar sem iluminação e em baixa visibilidade colocou o condutor em rota de colisão com qualquer embarcação presente no lago.
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O choque entre os dois veículos acabou sendo o último ponto de uma sequência de decisões inseguras tomadas em poucos minutos. Para os peritos, a soma dessas escolhas — e não um único ato isolado — explica a violência do impacto e o desfecho trágico.
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As conclusões devem orientar possíveis responsabilizações administrativas e criminais. A Marinha também reforçou a necessidade de uso de equipamentos obrigatórios e de prudência na navegação, especialmente no período noturno.
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