Líder de organização criminosa é condenado a 28 anos após investigação da operação “Véu de Areia” no AM
A sentença foi proferida na última terça-feira (16/12) pela 2ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Manaus.
- Foto: divulgação
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de sete integrantes de uma organização criminosa investigada no âmbito da operação “Véu de Areia”, deflagrada em agosto de 2025. A sentença foi proferida na última terça-feira (16/12) pela 2ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Manaus.
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A Justiça reconheceu a prática dos crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais, encerrando um processo que tramitou de forma célere. Em menos de cinco meses, houve a deflagração da operação, o oferecimento da denúncia, a instrução processual e a condenação dos réus no processo nº 0943302-63.2023.8.04.0001.
Entre as penas aplicadas, a maior foi imposta ao líder da organização, Rubens Carvalho de Almeida, condenado a 28 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de tráfico de drogas, liderança de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A segunda maior pena chegou a 13 anos de prisão, também em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. Os outros cinco réus receberam penas que variam entre quatro e 11 anos, conforme o grau de participação na estrutura criminosa.
Além das penas privativas de liberdade, a sentença determinou a manutenção do bloqueio de bens e valores dos condenados, com vistas ao perdimento definitivo em favor da União após o trânsito em julgado. A medida reforça a estratégia de asfixia financeira das organizações criminosas, considerada essencial no combate ao crime organizado.
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Segundo o coordenador do Gaeco, Leonardo Tupinambá, a condenação representa um avanço expressivo. “O resultado demonstra a efetividade do trabalho investigativo e da atuação integrada do Ministério Público no enfrentamento ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais, especialmente no aspecto da desarticulação patrimonial das organizações criminosas”, destacou.
A operação “Véu de Areia” revelou um esquema com atuação interestadual e ramificações em diversos estados brasileiros. As investigações identificaram imóveis, empresas de fachada, veículos e outros bens utilizados para ocultar e dissimular a origem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. O MPAM informou que seguirá atuando nas instâncias superiores para assegurar a manutenção integral das condenações e das medidas patrimoniais impostas pela Justiça.
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