“Lutamos muito por isso”, celebra Omara Gusmão sobre paridade na escolha do Quinto Constitucional
Secretária-geral da OAB-AM ressalta que presença feminina nos tribunais é essencial para o trato das causas das mulheres;

FOTO: Reprodução
Resumo
A secretária-geral da OAB-AM, Omara Gusmão, destacou o caráter histórico da consulta ao Quinto Constitucional pela possibilidade real de levar, pela primeira vez, uma mulher à Corte de Justiça do Amazonas através da vaga da advocacia. Para a dirigente, a paridade de gênero na votação não é apenas uma regra, mas uma ferramenta essencial para garantir que as demandas femininas ocupem espaços de decisão onde hoje são escassas.
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Notícias do Amazonas – A secretária-geral da OAB Amazonas e presidente da Comissão da Mulher Advogada, Omara Gusmão, reforçou nesta quinta-feira (14) a importância simbólica e prática da atual consulta para o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Segundo a advogada, o processo representa o ápice de uma luta interna da Seccional para institucionalizar a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.
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A Quebra de um Jejum Histórico
Um dos pontos centrais da fala de Omara Gusmão é a ausência histórica de mulheres na vaga do Quinto Constitucional reservada à classe no Amazonas.
Ineditismo: “Nós não tivemos ainda nenhuma mulher que tenha alçado ao Tribunal de Justiça pelo quinto”, pontuou a secretária-geral.
Representatividade: Ela destacou que, com a formação de uma lista sêxtupla obrigatoriamente composta por três mulheres e três homens, as chances de uma representante feminina chegar à Corte aumentam drasticamente, garantindo que “os interesses e as questões relacionadas à mulher estejam representados lá dentro”.
Competência x Espaço de Poder
Ao ser questionada se a escolha de uma mulher seria uma resposta aos casos de assédio e dificuldades enfrentadas pela classe, Omara enfatizou que o movimento é, acima de tudo, um reconhecimento de competência. “Não se quer mulher naquele lugar apenas por ser mulher, mas para que ela tenha a possibilidade do espaço e possa representar os anseios da classe. Quando não temos mulheres nos espaços de poder, temos uma redução drástica no trato com a questão feminina”, afirmou, citando como exemplo a baixa representatividade nos parlamentos.
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Engajamento e adesão voluntária
Omara Gusmão também se mostrou surpresa e satisfeita com a movimentação na Arena da Amazônia. Por se tratar de uma consulta facultativa — ou seja, sem obrigatoriedade de voto ou aplicação de multa para quem não comparecer —, a alta adesão da advocacia amazonense demonstra o interesse da categoria no processo.
“A advocacia está respondendo, vindo aqui e votando. O estacionamento está cheio e está bem movimentado. A diferença desta eleição está justamente nisso: a presença maciça mesmo sem a obrigatoriedade”, celebrou a secretária-geral.
Próximos Passos na Luta por Igualdade
Reconhecendo que o avanço nas causas femininas é gradual, Omara destacou que a paridade já era praticada na OAB-AM antes mesmo da exigência do Conselho Federal. Para o futuro, ela não descarta novos avanços, como a ampliação da presença feminina em listas maiores, mas ressalta que “a parte que cabe à advocacia foi feita” com excelência nesta gestão.
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