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Mais de 10 mil óbitos infantis foram registrados durante a gestão de Eduardo Braga, aponta DataSus

A gestão de Eduardo Braga foi marcada por escândalos na saúde.

  • Por AM POST

  • 17/10/2022 às 19:49

  • Leitura em três minutos

Sistema TabNet, do DataSus (Ministério da Saúde), mostra que foram registrados, no Amazonas, durante a gestão do então governador Eduardo Braga (entre 2003 e 2010), mais de 10.376 óbitos infantis por causas variadas, sendo 8.593, relacionados ao parto, o equivalente a 82,8%.

O óbito infantil é aquele ocorrido com crianças de até 1 ano de idade. Ele é dividido entre óbito neonatal (menores de 28 dias), e óbito infantil tardio ou pós-neonatal (com mais de 28 dias e com menos de 1 ano de idade). Apesar disso, a tabela inclui causas evitáveis a crianças com idade até quatro anos, com destaque para óbitos relacionados a atenção à mulher durante a gestação.

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Os óbitos relacionados ao parto são divididos entre antes, durante e depois. Os 8.593 óbitos identificados pelo DataSus no período de 2003 a 2010, ocorreram após o parto.

Segundo o DataSus, foram 5.520 mortes infantis por causas variadas entre 2003 e 2006 (primeiro mandato do ex-governador) e 4.856 no segundo (de 2007 a 2010).

A gestão de Eduardo Braga foi marcada por escândalos na saúde. Em 2006, manchete do jornal A Crítica, um dos mais tradicionais do Estado, noticiou que bebês dividiam berços superfaturados. A reportagem trazia informações derivadas da operação Albatroz, que apontava superfaturamento de R$ 5,4 milhões na compra de medicamentos e equipamentos na Maternidade Ana Braga.

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Ainda em 2006, outra reportagem publicada pelo mesmo jornal, apontava quatro mil pessoas na fila por atendimento médico especializado todos os dias na Policlínica Codajás, uma das principais unidades de saúde do Amazonas.

O mesmo jornal noticiou, naquele ano, com imagens fortes, uma parturiente dando à luz no chão da Maternidade Ana Braga, unidade de referência em obstetrícia na zona Leste.

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Dois anos depois, o jornal Diário do Amazonas apontou, em outra manchete, apontou o déficit de UTIs no Estado, com imagens de pacientes em macas nos corredores de unidade de referência da capital, algo considerado rotineiro naquele período, devido à insuficiência de leitos na rede de saúde.

A gestão de Braga também foi alvo de investigações sobre a falta de medicamentos na rede pública de saúde, ao ponto de ocorrer uma intervenção ter sido decretada pela Justiça, na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).

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A reportagem fez contato com a assessoria de Braga, que atualmente é senador e concorre ao Governo do Amazonas, com o atual governador e candidato à reeleição, Wilson Lima. A reportagem questionou, no final da manhã desta segunda-feira, 17, se houve omissão às gestantes durante o governo Braga e se houve a adoção de medidas para reduzir as mortes naqueles anos. Até o fechamento da matéria, às 16h40, não houve retorno.

Fonte: Amazônia Plural

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