Mais de 11 mil insetos aquáticos são identificados em igarapés do Amazonas
Os resultados foram divulgados na última sexta-feira (1º).
- Foto: arquivo pessoal/Neusa Hamada
Notícias do Amazonas – Uma pesquisa científica realizada em 20 igarapés da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada no município de São Sebastião do Uatumã, interior do Amazonas, identificou cerca de 11 mil insetos aquáticos. Os resultados foram divulgados na última sexta-feira (1º).
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O estudo, intitulado “Potencial dos insetos aquáticos em atividades de ecoturismo na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã – Amazonas”, foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenado pela doutora em Entomologia Neusa Hamada. A pesquisa teve como foco o levantamento dos tipos e características genéticas dos insetos aquáticos na região.
Entre as descobertas, novas espécies foram registradas, com destaque para representantes dos gêneros Chimarra e Macronema (ordem Trichoptera) e Campsurus (ordem Ephemeroptera).
Para a realização do levantamento, os pesquisadores utilizaram diversos equipamentos de campo e laboratório. Em campo, foram empregadas redes entomológicas, armadilhas para insetos voadores e peneiras metálicas para a triagem de organismos aquáticos. Além disso, instrumentos foram utilizados para medir variáveis ambientais como pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido e temperatura da água.
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No laboratório, a equipe utilizou microscópios, câmeras para registros fotográficos e kits de extração de DNA, com o objetivo de analisar características físicas e genéticas dos insetos, além de compreender o papel ecológico desses organismos no ambiente.
Impacto social e educação ambiental
Além da parte científica, o projeto teve importante impacto social. Foram realizadas oficinas práticas de capacitação com moradores da RDS do Uatumã, ensinando técnicas de coleta e identificação de insetos aquáticos, com ênfase em libélulas. A ação buscou promover o conhecimento local e incentivar a valorização da biodiversidade regional.
A iniciativa também envolveu atividades educativas em escolas da região, com palestras, jogos, materiais didáticos ilustrados e a produção de livros paradidáticos e guias de campo acessíveis, voltados para professores e estudantes. As ações contribuíram para o fortalecimento da educação ambiental e a integração entre ciência e comunidade.
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