Marcelo Ramos vira ‘garoto de recado’ da velha política e ataca Maria do Carmo
Ramos atua como porta-voz de Omar Aziz, em vez de apresentar propostas para o Amazonas.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – O pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos (PT), tem chamado mais atenção por ataques nas redes sociais do que por apresentar propostas ou discutir pautas relevantes ao cargo que pretende disputar em 2026. Ao invés de se posicionar sobre temas estratégicos para o Amazonas, Ramos assumiu, segundo críticos, o papel de “garoto de recado” do senador Omar Aziz (PSD), que tenta viabilizar sua pré-candidatura ao governo estadual.
Na última terça-feira (2), Ramos voltou a usar suas redes para atacar a professora Maria do Carmo (PL), pré-candidata ao governo pelo campo da direita, chamando-a de “ridícula” após um vídeo em que ela ironizou declarações de Omar Aziz. Essa postura agressiva tem reforçado a percepção de que o ex-deputado prefere a política de ataques pessoais ao debate programático.
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Pedra no sapato
Maria do Carmo, que tem repetido em sua pré-campanha ser “a pedra no sapato da velha política”, parece ter incomodado o grupo político liderado por Aziz e sustentado por Ramos. Ao se autointitular contraponto às práticas mantidas há décadas no Estado, a pré-candidata vem atraindo atenção ao questionar a credibilidade de promessas eleitorais.
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No vídeo que irritou Ramos, Maria comparou Aziz a uma anedota famosa da Copa de 1958, quando o técnico Vicente Feola desenhou uma jogada que supostamente garantiria a vitória contra a União Soviética, mas foi questionado por Garrincha: “Seu Feola, o senhor já combinou com os russos?”. A professora adaptou a piada para o cenário local: “Será que já combinaram com o povo do Amazonas essa votação histórica? Pelos comentários e pela rejeição que vemos nas ruas, tenho certeza que não”.
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A resposta de Marcelo, em tom desrespeitoso, apenas reforçou a narrativa de que a direita no Amazonas incomoda e desafia um sistema político já desgastado.
Desgaste e contradições
A dependência de Ramos em seguir a linha de Aziz contrasta com sua imagem construída em outros momentos da carreira, quando tentava se apresentar como independente e renovador. Hoje, ao atacar opositores com frases de efeito e ofensas, o petista passa a ser visto como mais um representante da “velha política” que a população demonstra rejeitar nas ruas.
Com a corrida eleitoral ainda no início, Marcelo Ramos já carrega o peso de uma pré-campanha marcada por excesso de ataques. O risco é se consolidar como peça acessória de um projeto maior, sem protagonismo próprio.
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