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“Mataram a criança errada”, dizem pais de Benício ao cobrarem justiça e apontarem falhas no Hospital Santa Júlia

Em coletiva, família relata detalhes do atendimento, critica conduta médica e cobra agilidade na investigação sobre morte do menino de 6 anos

Por Arquipo Goes

02/04/2026 às 11:08 - Atualizado em 03/04/2026 às 08:37

Pais de Benício Xavier Freitas durante coletiva de imprensa cobrando justiça pela morte do filho em hospital de Manaus.

Foto: Denivaldo Olivera/Portal AM POST

Resumo:

Pais de Benício, criança que morreu após receber adrenalina em hospital de Manaus, fazem coletiva e cobram justiça, rapidez no laudo e apontam falhas no atendimento médico.

 

Notícias do Amazonas – Os pais de Benício Xavier Freitas, de 6 anos, que morreu após receber uma dose de adrenalina em um hospital particular de Manaus, fizeram um forte desabafo público nesta quinta-feira (2). Durante coletiva de imprensa, a família cobrou respostas das autoridades, criticou o atendimento no Hospital Santa Júlia e relatou, em detalhes, o que classificam como falhas graves no caso.

Leia também: Família cobra laudo após morte do menino Benício em hospital particular de Manaus

“Mataram a criança errada”, diz pai

Em um dos momentos mais emocionantes da coletiva, o pai da criança, Bruno, afirmou que o caso não pode cair no esquecimento.

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“Se tiver que relembrar mil vezes, a gente vai relembrar. O que aconteceu com o Benício não foi um caso simples. Foi um dia trágico. Mataram a criança errada”, declarou.

Ele reforçou que a luta da família não é por vingança, mas por responsabilização.
“Se alguém errou, tem que pagar. Senão, outros ‘Benícios’ vão morrer e nada vai acontecer”, disse.

Mãe relata aplicação de adrenalina e reação imediata

A mãe, Joyce, descreveu o momento em que o filho recebeu a medicação e passou mal logo em seguida.

Segundo ela, o menino chegou ao hospital com quadro estável, sem febre e com sinais vitais normais, sendo classificado com pulseira verde, de baixa urgência.

Após atendimento com a médica identificada como Juliana Brasil Santos, a criança foi encaminhada para medicação. Foi nesse momento que ocorreu o episódio crítico.

“Eu perguntei sobre a nebulização com adrenalina, porque ele sempre tomou assim. A técnica disse que seria na veia, porque a médica tinha prescrito. Quando aplicaram, na hora ele começou a passar mal”, relatou.

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A mãe descreveu a reação do filho:
“Ele ficou amarelo, com os olhos arregalados e disse: ‘mãe, meu coração está queimando’”.

Veja a coletiva completa:

facebook.com/portalampost/videos/958348926775713

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Críticas à conduta médica

Durante a coletiva, a família também fez críticas diretas à atuação da equipe médica no momento da emergência.

Joyce afirmou que a médica demorou a agir e chegou a fazer questionamentos considerados inadequados diante da situação.

“Ela olhou para o meu filho e perguntou se ele tinha comido cenoura, enquanto ele estava passando mal após a medicação”, disse.

O pai também apontou dificuldades no atendimento dentro da UTI.
“Teve médica que não sabia nem o código para internar na UTI. Isso é muito grave”, afirmou.

Seis paradas cardíacas e agravamento do quadro

De acordo com o relato da família, Benício sofreu diversas paradas cardíacas após a aplicação da adrenalina.

“Ele teve seis paradas. Eu presenciei três. É uma cena que nunca vou esquecer”, contou o pai.

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Ainda segundo ele, houve queda na oxigenação e aumento significativo dos batimentos cardíacos após a medicação, o que agravou o estado de saúde da criança.

Cobrança por laudo e investigação

A família também criticou a demora na conclusão do laudo pericial, que ainda não foi divulgado após quatro meses da morte.

“São quatro meses esperando. A gente não quer privilégio, quer que a lei seja cumprida”, disse Bruno.

Eles afirmam que a demora tem prolongado o sofrimento e dificultado o avanço das investigações.

“A gente está implorando por justiça”

Ao final, os pais reforçaram que seguem mobilizados para que o caso não seja esquecido.

“A gente está aqui de peito aberto. Não vamos desistir. Estamos implorando por algo que já deveria ter sido feito”, afirmou o pai.

A coletiva também contou com a presença dos advogados da família, que denunciaram a circulação de informações sem comprovação e pediram rigor na apuração dos fatos.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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