Ministros do Governo Federal virão ao Amazonas para lançar eixo multimodal Manta-Manaus
O eixo multimodal Manta-Manaus é uma rota alternativa, que permite integração do Amazonas com o Oceano Pacífico, sem depender do Canal do Panamá.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, virão ao Amazonas, na próxima terça-feira (9), para o lançamento do eixo multimodal Manta-Manaus. Eles irão para Tabatinga (1.108 quilômetros distante Manaus). A informação foi divulgada pelo deputado Sinésio Campos (PT).
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A visita oficial faz parte dos esforços de integração sul-americana, uma prioridade do Governo Federal, que busca fortalecer os laços entre os países sul-americanos e impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região.
O eixo Manta-Manaus foi um dos cinco projetos prioritários de integração escolhidos pelo Governo Federal, que contam com previsão de investimento total de 10 bilhões de dólares, com recursos assegurados por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Manta-Manaus
O eixo multimodal Manta-Manaus é uma rota alternativa, que permite integração do Amazonas com o Oceano Pacífico, sem depender do Canal do Panamá. Conforme a proposta, a mercadoria é transportada por navio ou balsa da Ásia até o porto de Manta, no Equador. A seguir, encaminhada, por meio rodoviário, até Providência, também no Equador, seguindo em balsas até Letícia, na Colômbia. Em seguida, passa pelo porto de Tabatinga até chegar ao porto de Manaus.
Hoje, com a rota que utiliza o canal do Panamá, o transporte de produtos que vem da Ásia leva de 41 a 60 dias. Com a rota via Manta, a duração passa a ser de 31 a 35 dias, uma redução de até 25 dias no trajeto, reduzindo os custos logísticos.
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A nova rota deve aumentar a competitividade dos produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM), pois parte dos insumos utilizados são importados da Ásia.
Tabatinga foi escolhida como um dos pontos estratégicos para o projeto, por estar localizada na área da tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru.
O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) desenhou as cinco rotas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul. As rotas têm o duplo papel de incentivar e reforçar o comércio do Brasil com os países da América do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a Ásia. Atualmente, além de visitar cada um dos 11 Estados fronteiriços, o MPO está dialogando com os países da América do Sul sobre cada uma das rotas.
Entre os mais de 9,7 mil projetos do Novo PAC, foram identificados 124 com potencial de contribuir com a integração regional. A seleção dos projetos não pretendeu ser definitiva. O MPO está em diálogo com os governos e a sociedade civil dos Estados fronteiriços e com os países vizinhos para aprimorar as cinco rotas.
Além dos recursos orçamentários, as obras de integração no território brasileiro podem contar com um financiamento de US$ 3 bilhões do BNDES (cerca de R$ 15 bilhões), enquanto os bancos regionais de desenvolvimento _ Banco Interamericano de Desenvolvimento BID), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e Fonplata _ disponibilizaram outros US$ 7 bilhões.
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