A precariedade da estrada tem afetado diretamente produtores rurais, empresários locais e famílias que dependem do ramal para transporte de mercadorias, acesso a serviços básicos e deslocamento diário. Buracos, lama e trechos intrafegáveis têm sido apontados como obstáculos frequentes, especialmente em períodos de chuva.
Promessa oficial circulou em áudio
A insatisfação aumentou após a circulação, em grupos de WhatsApp, de um áudio atribuído ao secretário municipal de Obras, identificado como Emanuel. Na gravação, ele promete o envio de máquinas e equipamentos para recuperar o ramal e reforça um compromisso da prefeitura com a comunidade.
“Estamos assumindo o compromisso de recuperar o ramal. Com chuva ou sem chuva, vamos estar aqui”, diz o secretário no áudio, mencionando que a patrulha completa de máquinas seria deslocada para a região.
Apesar da promessa, moradores afirmam que o serviço não foi executado dentro do prazo esperado, o que gerou frustração e levou à decisão de agir de forma independente.
Comunidade organiza mutirão para tapa-buracos
Diante da demora da prefeitura, lideranças locais convocaram um mutirão comunitário para iniciar os reparos. Em um comunicado divulgado nas redes e aplicativos de mensagens, produtores e empresários da região convidam moradores a participarem da mobilização.
“Amanhã convidamos você a participar desse grande movimento. Vamos trabalhar em prol da melhoria do nosso ramal. Traga sua pá, enxada, picareta, carrinho de mão, balde, água e merenda. Vamos juntos, porque juntos somos mais fortes”, diz a mensagem.
A iniciativa busca reunir mão de obra voluntária e ferramentas básicas para minimizar os danos na via e melhorar as condições de tráfego enquanto o poder público não executa a obra definitiva.
Impacto econômico e social do abandono
Segundo moradores, a situação do ramal tem causado prejuízos ao escoamento da produção rural, aumento nos custos de transporte e dificuldades de acesso a escolas, postos de saúde e mercados. Para produtores, os buracos e atoleiros elevam o risco de danos a veículos e atrasam entregas.
A mobilização comunitária também expõe a fragilidade da infraestrutura viária em áreas rurais e a dependência de ações emergenciais por parte da própria população para suprir falhas do poder público.
Cobrança por resposta da prefeitura
Moradores afirmam que a iniciativa não substitui a responsabilidade da gestão municipal e cobram uma resposta oficial sobre o cronograma de recuperação do ramal. A expectativa é que o movimento chame a atenção das autoridades e acelere providências concretas.
Até o momento, não houve um novo posicionamento público da prefeitura sobre a execução da obra, enquanto a comunidade se prepara para iniciar os reparos por conta própria.