MP-AM flagra produtos vencidos, adulterados e falta de higiene em comércios de Maraã
A fiscalização ocorreu após uma denúncia anônima alertar sobre venda de produtos vencidos e adulteração de datas de validade.
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) identificou uma série de irregularidades graves em dois estabelecimentos comerciais de Maraã, durante uma operação conjunta realizada nesta quarta-feira (12/11). A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Guarda Municipal e da Vigilância Sanitária (Visa), e foi coordenada pelo promotor de Justiça Marcos Túlio Pereira Correia Júnior.
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A fiscalização ocorreu após uma denúncia anônima alertar sobre venda de produtos vencidos e adulteração de datas de validade. No local, a equipe confirmou não apenas as irregularidades denunciadas, mas também encontrou novos problemas que colocam em risco a saúde e a segurança da população.
Produtos vencidos, baratas e até fogos de artifício junto aos alimentos
Durante a inspeção, os agentes encontraram:
Produtos fora da validade ou com prazo apagado e adulterado;
Alimentos mal conservados e impróprios para consumo;
Freezers em péssimas condições de higiene e funcionamento;
Galpões infestados de baratas, evidenciando falta de condições sanitárias;
Fogos de artifício armazenados junto a alimentos, aumentando o risco de acidentes.
Segundo o promotor Marcos Túlio, “foram detectados produtos vencidos, fardos rasgados, galpões com baratas e até artefatos explosivos guardados com alimentos”.
Crimes contra o consumidor, saúde pública e meio ambiente
As irregularidades constatadas configuram violações à Lei nº 8.137/90, que trata dos crimes contra as relações de consumo. Além disso, há indícios de:
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Crime contra a saúde pública, pela falsificação da perecibilidade de produtos;
Crime ambiental, pelo armazenamento e venda de itens nocivos à saúde;
Comércio e depósito irregular de artefatos explosivos.
Diante da gravidade dos fatos, o MPAM encaminhou ofício à Delegacia de Maraã solicitando a instauração imediata de inquérito policial para aprofundar as investigações.
Inquérito e novas diligências
A promotoria pediu:
Oitiva dos proprietários e testemunhas;
Levantamento da documentação sanitária e ambiental dos comércios;
Verificação das autorizações para venda de pirotecnia.
O promotor reforçou a urgência das medidas, afirmando que o cenário representa risco iminente à saúde pública e à segurança coletiva.
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