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MP-AM mantém TIM, Vivo e Claro sob investigação por falhas na telefonia móvel em Japurá

Conselho Superior impede arquivamento parcial do caso e mantém operadoras no inquérito que apura falhas nos serviços de telefonia no interior.

Por Jonas Souza

24/06/2026 às 16:14

Resumo 

A investigação sobre a qualidade da telefonia móvel em Japurá, no interior do Amazonas, continuará envolvendo as operadoras TIM, Vivo e Claro. O Conselho Superior do Ministério Público do Amazonas (MPAM) rejeitou o arquivamento parcial do inquérito em relação à TIM e determinou a continuidade integral da apuração. O caso pode resultar em novas medidas para melhorar a cobertura e a qualidade dos serviços prestados à população do município.

Notícias do Amazonas   – A prestação dos serviços de telefonia móvel em Japurá, município localizado na região do Rio Solimões, seguirá sob investigação do Ministério Público do Amazonas. A decisão ocorre após o Conselho Superior do MPAM não homologar o arquivamento parcial do inquérito civil que apura a atuação das operadoras TIM, Vivo e Claro na cidade. Com isso, todas as empresas permanecem formalmente incluídas na investigação até a conclusão definitiva do procedimento, que foi prorrogado pela sexta vez e seguirá em tramitação, pelo menos, até outubro de 2026.

Leia mais: LDO de Manaus para 2027 é aprovada com previsão de concursos públicos e definição das prioridades do orçamento

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O que motivou a continuidade da investigação

O Inquérito Civil nº 280.2022.000019 foi instaurado para verificar a qualidade dos serviços de telefonia móvel oferecidos à população de Japurá, município de difícil acesso localizado a centenas de quilômetros de Manaus. Segundo a decisão assinada pelo promotor de Justiça Weslei Machado, o procedimento reúne informações obtidas junto à Câmara Municipal de Japurá, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e às próprias operadoras.

Durante a apuração, a Promotoria identificou diferenças na situação das empresas investigadas.

O documento registra que foram colhidos elementos indicando “aparente regularidade da prestação dos serviços pela TIM S.A. e persistência de problemas quanto às operadoras VIVO S.A. e CLARO S.A.”. Com base nessa avaliação preliminar, o Ministério Público chegou a promover um arquivamento parcial em relação à TIM, mantendo as investigações concentradas sobre Vivo e Claro.

Por que a TIM continua no inquérito

Apesar da avaliação técnica favorável à operadora, o Conselho Superior do Ministério Público entendeu que o arquivamento parcial não poderia ser realizado naquele momento.

Na decisão, o colegiado concluiu que a legislação interna do MPAM somente permite esse tipo de arquivamento em situações específicas, como nos casos em que há ajuizamento de ação civil pública abrangendo apenas parte do objeto investigado.

Como essa condição não estava presente no caso de Japurá, a medida foi rejeitada. O texto da decisão destaca que a “não homologação do arquivamento parcial em relação à TIM S.A.” obriga a manutenção da empresa no procedimento até o encerramento definitivo das investigações.

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O que o MPAM diz sobre a situação da TIM?

Embora a operadora continue formalmente investigada, a própria Promotoria reconhece que os dados técnicos reunidos até o momento apontam cenário diferente daquele observado em relação às demais empresas. A decisão afirma que houve constatação de “aparente regularidade da prestação dos serviços pela TIM S.A.” e acrescenta que “não haveria irregularidade comprovada apta a justificar intervenção ministerial específica contra ela”.

O promotor também determinou que esses elementos permaneçam válidos dentro do processo. Segundo o despacho, as informações técnicas sobre a TIM continuarão nos autos “como elemento instrutório relevante”, mas sem exclusão formal da operadora do objeto investigado nesta fase.

Problemas estão sendo apurados em relação à Vivo e à Claro

O inquérito indica que persistem questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras Vivo e Claro em Japurá. Por esse motivo, o Ministério Público expediu recomendações para que ambas adotem medidas voltadas à adequação e melhoria dos serviços oferecidos aos consumidores locais.

Agora, a Promotoria determinou a verificação do cumprimento dessas recomendações. Caso o prazo concedido já tenha expirado, deverão ser analisadas as respostas encaminhadas pelas empresas ou, na ausência delas, serão expedidos novos ofícios cobrando providências concretas.

O que a Anatel terá que informar

Outro desdobramento importante da investigação envolve a Agência Nacional de Telecomunicações. O Ministério Público determinou o envio de novo ofício à Anatel para verificar se houve fiscalização, abertura de processos administrativos, aplicação de sanções, notificações ou outras medidas regulatórias contra Vivo e Claro relacionadas à qualidade da telefonia móvel em Japurá.

A documentação eventualmente existente poderá servir como elemento complementar para a continuidade das investigações. A telefonia móvel é considerada um serviço essencial, especialmente em municípios do interior amazônico, onde as dificuldades logísticas e de deslocamento tornam a comunicação um instrumento fundamental para acesso a serviços públicos, atividades econômicas, educação e atendimento de saúde. Falhas de cobertura, instabilidade de sinal e interrupções frequentes afetam diretamente moradores, comerciantes, estudantes e servidores públicos.

A manutenção do inquérito demonstra que o Ministério Público pretende aprofundar a análise da qualidade dos serviços prestados pelas operadoras e verificar se há necessidade de novas medidas para garantir melhorias à população.

Enquanto a investigação prossegue, o caso reforça um debate recorrente no Amazonas: os desafios para assegurar infraestrutura de telecomunicações adequada em municípios afastados dos grandes centros urbanos e a necessidade de ampliar a qualidade da conectividade no interior do estado.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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