MP cobra explicações do Bradesco após denúncias de falta de dinheiro e caixas em Caapiranga
Moradores reclamam da escassez de cédulas para saque e da redução do atendimento na única agência bancária do município.

Foto: Divulgação
Resumo
O Ministério Público do Amazonas abriu uma investigação para apurar denúncias de falhas no atendimento da agência do Bradesco em Caapiranga. Moradores relatam falta de dinheiro nos caixas eletrônicos, redução da estrutura de atendimento e dificuldades para realizar saques.
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento para investigar possíveis falhas no atendimento da agência do Bradesco em Caapiranga, no interior do estado. A medida foi motivada por reclamações de moradores que relatam falta frequente de dinheiro nos caixas eletrônicos, redução do número de terminais e preocupação com o funcionamento da única unidade bancária da cidade.
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A investigação é conduzida pelo promotor de Justiça Rafael Augusto del Castillo da Fonseca, que destacou a importância da manutenção dos serviços bancários presenciais para a população do interior amazonense.
Segundo o promotor, muitos moradores ainda dependem do atendimento físico para receber benefícios, realizar pagamentos e movimentar recursos financeiros, especialmente idosos, aposentados, pensionistas e moradores da zona rural.
Para o Ministério Público, a população não pode depender exclusivamente de meios digitais, principalmente em regiões onde problemas de energia elétrica e internet são frequentes.
Banco terá 15 dias para prestar esclarecimentos
O MP determinou que o Bradesco apresente, em até 15 dias, informações sobre a retirada de caixas eletrônicos realizada nos últimos meses, além do cronograma de abastecimento de dinheiro em espécie na agência.
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A instituição também deverá informar o número de funcionários disponíveis para atendimento e detalhar como está sendo prestado o serviço presencial aos clientes.
No mesmo prazo, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) ou outra entidade representativa do comércio local deverá apresentar informações sobre os impactos econômicos causados pela falta de papel-moeda na cidade.
Procon fará fiscalização
Além da cobrança de esclarecimentos, o Ministério Público solicitou a atuação dos órgãos de defesa do consumidor.
O Procon Amazonas e a comissão local de defesa do consumidor terão até 30 dias para realizar uma fiscalização na agência, verificando o tempo de espera dos clientes, a quantidade de caixas eletrônicos em funcionamento e a disponibilidade de cédulas para saque.
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A apuração busca garantir que a população de Caapiranga tenha acesso adequado aos serviços bancários e não seja prejudicada pela eventual redução da estrutura da agência.
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