MPF instaura procedimento para acompanhar educação escolar indígena em Humaitá
Iniciativa visa fiscalizar a oferta de ensino às etnias Tenharim, Jiahui e Parintintin, nas terras indígenas da calha do rio Madeira.
- Foto: Puré Juma-Uru-Eu-Wau-Wau/Amazônia Real
Notícias do Amazonas – O Ministério Público Federal (MPF), por meio do 5º Ofício da Procuradoria da República no Amazonas (PR/AM), instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a regularidade da educação escolar indígena e tradicional no município de Humaitá e nas comunidades localizadas na calha do rio Madeira, região do entroncamento das rodovias BR-230 (Transamazônica) e BR-319.
PUBLICIDADE
Leia mais: Ipaam aplica mais de R$ 90 mil em multas por crimes ambientais na Região Metropolitana de Manaus
A medida faz parte das atribuições do MPF de defender os direitos das populações indígenas e comunidades tradicionais, conforme previsto na Constituição Federal e na Lei Complementar nº 75/1993.
Segundo o despacho, o procedimento foi aberto a partir da Promoção de Arquivamento do Inquérito Civil nº 1.13.000.000557/2011-06, que tinha como objeto acompanhar o serviço de educação escolar indígena nas terras das etnias Tenharim, Jiahui e Parintintin, localizadas nos municípios de Humaitá e Manicoré.
O documento, assinado pelo procurador da República responsável pelo 5º Ofício/PR-AM, destaca que a ação tem como finalidade fiscalizar a continuidade e a qualidade da política pública educacional voltada aos povos indígenas que vivem nas margens da BR-230 e regiões próximas.
O MPF ressalta que o acompanhamento será feito por meio de diligências, reuniões e análise documental, buscando garantir que a oferta de ensino nas comunidades indígenas ocorra de forma regular, culturalmente adequada e conforme as diretrizes da educação escolar indígena definidas pelo Ministério da Educação (MEC).
PUBLICIDADE
Providências iniciais
Entre as medidas determinadas, estão:
o envio dos expedientes correlatos à Coordenação Jurídica (COJUD) para autuação e registro;
a comunicação da instauração à 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável pelas questões indígenas e quilombolas;
e a inclusão de documentos e atas de reuniões anteriores nos autos do procedimento administrativo.
O MPF também determinou o cumprimento das deliberações constantes da memória da reunião realizada em 29 de setembro de 2025, que tratou da situação educacional nas comunidades indígenas de Humaitá.
Com o procedimento, o Ministério Público Federal reforça sua atuação na proteção dos direitos educacionais dos povos indígenas e no acompanhamento de políticas públicas essenciais à preservação das culturas tradicionais da Amazônia.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos







