Operação Anhangá 2 prende quatro pessoas por exploração ilegal de animais silvestres no Amazonas
Ação do Ipaam resgatou dois jacarés e uma preguiça que eram utilizados irregularmente em atividades turísticas no lago do Janauari.
- Foto: Divulgação
Resumo
A Operação Anhangá 2, realizada pela Polícia Civil do Amazonas e pelo Ipaam, resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de explorar animais silvestres para fins turísticos em Iranduba. Durante a ação, dois jacarés e uma preguiça foram resgatados em condições consideradas inadequadas.
Notícias do Amazonas – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), deflagrou neste sábado (09) a Operação Anhangá 2, que combate crimes ambientais relacionados à exploração de animais silvestres no estado.
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A ação ocorreu na região do lago do Janauari, no município de Iranduba, e terminou com quatro pessoas presas em flagrante por suspeita de maus-tratos, guarda ilegal de espécies silvestres e associação criminosa.
Animais eram usados em atividades turísticas
Durante a operação, as equipes resgataram dois jacarés e uma preguiça que, segundo as investigações, eram utilizados ilegalmente para interação com turistas.
De acordo com a Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), os suspeitos cobravam valores para que visitantes tirassem fotos com os animais. Há ainda suspeitas de que os bichos fossem dopados para facilitar o contato com turistas, hipótese que será analisada por meio de perícia técnica.
Polícia encontrou cativeiros e cordas
Segundo a investigação, os animais estavam mantidos em espaços inadequados dentro da comunidade visitada pelas equipes policiais e ambientais.
Durante as buscas, foram encontrados cativeiros improvisados e cordas utilizadas para restringir os animais, o que reforçou os indícios de maus-tratos.
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Operação reuniu diversos órgãos
A força-tarefa contou com apoio de diferentes instituições estaduais e federais, incluindo a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), Delegacia Fluvial (Deflu), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto de Criminalística (IC) e Amazonastur.
As denúncias que motivaram a operação foram encaminhadas ao Ipaam, incluindo demandas apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).
Animais foram levados ao Cetas
Após o resgate, os jacarés e a preguiça foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), administrado pelo Ibama em Manaus, onde receberão atendimento especializado.
As multas aplicadas aos envolvidos somam R$ 10,5 mil.
Primeira fase ocorreu em 2025
A primeira etapa da Operação Anhangá foi realizada em maio de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu um homem e apreendeu adolescentes envolvidos na exploração ilegal de animais silvestres.
Na época, sete animais foram resgatados, entre eles preguiças, macacas, arara e cobra. Os quatro presos passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição do Poder Judiciário.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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