Operação da PF contra garimpo no rio Madeira causa pânico em moradores de Humaitá
Moradores relatam correria, evacuação de escola e explosões durante ação com apoio do Ibama contra balsas usadas na extração ilegal de ouro.
- Foto: Reprodução
Resumo
Operação da Polícia Federal com apoio do Ibama contra garimpo ilegal no rio Madeira provoca pânico em bairros de Humaitá (AM). Moradores relatam uso de bombas de gás, evacuação de escola e suspensão de atendimentos de saúde.
Uma operação conduzida pela Polícia Federal, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, provocou momentos de tensão na manhã desta sexta-feira (27) em Humaitá, no sul do estado.
A ação teve como alvo balsas utilizadas na extração ilegal de ouro em áreas protegidas e territórios indígenas na região do rio Madeira. A atividade é considerada crime ambiental e tem sido foco recorrente de fiscalizações federais.
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Apesar de reconhecerem a legalidade do combate ao garimpo ilegal, moradores afirmam que a operação acabou impactando diretamente a população civil que vive nas proximidades do rio Beém, afluente do Madeira.
Correria, aulas suspensas e unidades de saúde afetadas
Bairros como São Francisco e Olaria registraram correria e interrupção de serviços. Segundo relatos, aulas foram suspensas e atendimentos em unidades de saúde precisaram ser temporariamente interrompidos.
Vídeos gravados por moradores mostram agentes chegando em lanchas e botes, fortemente armados, para impedir possíveis reações de garimpeiros e garantir o cumprimento da operação.
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Em uma das gravações, uma mãe relata que caminhava em direção a um posto de saúde com a filha quando bombas de gás de pimenta teriam sido lançadas nas proximidades da unidade e de uma escola municipal. A situação teria provocado pânico e dispersão.
Outro vídeo mostra uma escola sendo evacuada às pressas enquanto explosões são ouvidas ao fundo. Helicópteros também foram vistos sobrevoando a área urbana em baixa altitude.
Balsas destruídas e disparos registrados
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram balsas sendo destruídas na região onde estavam atracadas. Também há registros de disparos efetuados por agentes durante a operação.
Até o momento, autoridades federais e estaduais não divulgaram nota oficial detalhando o balanço da ação, possíveis prisões, apreensões ou se houve feridos entre civis ou envolvidos na atividade ilegal.
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A ausência de informações oficiais ampliou a apreensão entre moradores, que aguardam esclarecimentos sobre os procedimentos adotados e os impactos à comunidade.
Histórico de tensão na região
Moradores lembram que não é a primeira vez que operações contra o garimpo ilegal geram clima de insegurança em Humaitá. Em 15 de setembro de 2025, uma ação semelhante foi descrita por testemunhas como um “cenário de guerra”.
Na ocasião, parlamentares se manifestaram publicamente sobre os desdobramentos da operação, assim como lideranças locais.
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O garimpo ilegal na região do rio Madeira é um tema sensível, envolvendo impactos ambientais, questões sociais e dependência econômica de parte da população.
Comunidade pede planejamento e diálogo
Parte dos moradores afirma apoiar o combate às atividades ilegais, mas cobra planejamento operacional que minimize riscos a civis, especialmente crianças, idosos e pacientes em atendimento médico.
A principal reivindicação é por maior comunicação prévia e estratégias que preservem estruturas essenciais, como escolas e unidades de saúde, durante ações de grande porte.
Enquanto aguardam posicionamento oficial, a população de Humaitá tenta retomar a rotina após uma manhã marcada por medo, barulho de explosões e incerteza.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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