Organização criminosa fazia lavagem de dinheiro e fraude em licitações em Urucurituba, denuncia MP-AM

Uma professora e filhos de secretária participavam do esquema investigado pela Operação “Coleta de Luxo”.

Redação AM POST

Foi denunciada nesta quarta-feira (28), a existência de uma suposta “organização criminosa” que atua desde 2017 no município de Urucurituba (localizado a 209 km de distância de Manaus) que direciona licitações para empresas que têm ligação com membros da administração pública municipal como o prefeito do município, Jose Claudenor Pontes, vulgo Sabugo, que foi preso nesta manhã em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa na sede do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

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De acordo com o promotor de justiça do Gaeco, Armando Gurgel Maia, o esquema contava ainda com a participação do irmão do prefeito, José Júlio de Castro Pontes, da secretária de Finanças, Eliana da Cunha Melo e do presidente da Comissão de Licitação de Urucurituba. Envolvia também várias empresas que pertenciam a servidores públicos ou parentes dos mesmos como a esposa do presidente da Comissão e os filhos de Eliana.

Empresas que pertenciam a uma professora concursada e diretora de uma Escola Municipal Djanira Neves de Lima tinham contrato milionário com a prefeitura.

“Mesmo sendo professora e dona do Posto Joca, acabou vencendo algumas licitações. O contrato de 2017, por exemplo, era no valor de R $3.127.500,00 para o fornecimento de combustível. Além de Gracilene, o presidente da Comissão de Licitação, aquele que tinha a esposa com a empresa que ele tinha a procuração, é casado com a filha da própria senhora Gracilene. Também temos a presença de Edval que também é servidor da Comissão e que é irmão de Gracilene, o que mostrando que está tudo realmente em família”, afirma o promotor.

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O Ministério Público do Amazonas acredita que o prefeito da cidade comandava a organização e sua reeleição tenha sido essencial para continuidade dos crimes. Porém, promotores não detalharam a respeito da situação de Sabugo.