Pascarelli se declara suspeito e não vota na lista tríplice do Quinto no TJAM
Desembargador deixou sessão e defendeu independência do Tribunal diante de rumores sobre suposto veto a candidata mais votada pela OAB-AM.
- O desembargador Flávio Pascarelli Lopes declarou-se suspeito e se ausentou da votação da lista tríplice da vaga da advocacia no TJAM, por sua relação familiar com Giselle Falcone Medina (ex-mulher dele).
- Ele defendeu a autonomia do TJAM e afirmou que boatos de veto externo a Giselle Falcone Medina não devem influenciar a escolha dos desembargadores.
- Seis advogados disputam três vagas na lista tríplice (Giselle Falcone Medina, Grace Benayon, Carmem Romero, Marco Aurélio Choy, Carlos Alberto Ramos Filho e Aniello Aufiero), cuja formação é feita pela OAB-AM, passa pelo TJAM e, em última instância, pela nomeação do governador para a vaga aberta pela aposentadoria de Domingos Chalub.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – O desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes declarou-se suspeito e não participou, nesta terça-feira (11), da votação do Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que definirá a lista tríplice para a vaga destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional. Antes de deixar a sessão, Pascarelli fez uma manifestação em defesa da independência dos desembargadores na escolha dos três nomes que serão encaminhados ao governador Roberto Cidade, responsável pela nomeação do novo integrante da Corte.
A declaração ocorreu em meio a rumores que circularam durante o processo eleitoral da OAB-AM sobre um suposto veto à candidatura de Giselle Falcone Medina, ex-mulher do desembargador e mãe de um de seus filhos.
Pascarelli ressaltou que não poderia confirmar a existência de qualquer interferência, mas afirmou que os rumores não deveriam influenciar a decisão dos desembargadores.
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Leia mais: Conheça os advogados que formam lista tríplice para vaga de desembargador do TJAM
Pascarelli menciona suposto veto a Giselle Falcone
Durante a manifestação, o desembargador afirmou que informações sobre um possível veto externo à candidatura de Giselle circularam entre os advogados durante a campanha para formação da lista da OAB-AM. “Não me cabe afirmar se esse veto efetivamente existiu. Mas o fato é que a notícia circulou, chegou à advocacia e acompanhou aquela candidatura durante toda a campanha”, afirmou.
Giselle foi a candidata mais votada na consulta realizada pela advocacia e integrou a lista sêxtupla posteriormente encaminhada ao TJAM.
A eleição da OAB-AM contou com a participação de 3.885 advogados e advogadas.
Desembargador rejeita possibilidade de lista previamente definida
Pascarelli também citou rumores segundo os quais três nomes já estariam previamente escolhidos para compor a lista tríplice do Tribunal. O magistrado deixou claro que não estava afirmando que a informação fosse verdadeira, mas defendeu que uma eventual definição externa não poderia determinar o resultado da votação.
“Repito, não afirmo que isso seja verdadeiro. Mas considero indispensável afirmar que isso não pode ser verdadeiro”, declarou.
Segundo o desembargador, os integrantes do TJAM não são obrigados constitucionalmente a reproduzir o resultado da votação realizada pela OAB-AM. Por outro lado, na avaliação apresentada por Pascarelli durante a sessão, nenhum candidato deveria ser excluído em razão de uma eventual pressão externa.
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Pascarelli defende autonomia do TJAM
Em sua manifestação, o desembargador afirmou que nenhuma autoridade externa possui poder para impor ao Tribunal uma lista de candidatos previamente definida. “A Constituição não concedeu a nenhuma autoridade externa poder de veto sobre esta lista. Muito menos concedeu a alguém o poder de entregar a este tribunal uma lista tríplice pronta”, afirmou.
A manifestação foi feita antes de Pascarelli deixar a votação por causa da relação familiar com Giselle. Ao explicar a suspeição, o desembargador também fez uma observação bem-humorada sobre o fato de os dois não serem mais casados.
“Não porque eu não queira. Já fui, mas tenho sido recusado”, disse.
Seis advogados disputam três vagas na lista
A sessão do Pleno do TJAM foi convocada especificamente para a formação da lista tríplice do Quinto Constitucional.
Seis nomes indicados pela OAB-AM disputam as três posições que serão encaminhadas ao governador Roberto Cidade:
- Giselle Falcone Medina;
- Grace Benayon;
- Carmem Romero;
- Marco Aurélio Choy;
- Carlos Alberto Ramos Filho;
- Aniello Aufiero.
Depois da votação, os três nomes escolhidos pelo Pleno serão encaminhados ao governador, que terá a responsabilidade de nomear um deles para ocupar a vaga no Tribunal.
Vaga foi aberta com aposentadoria de Domingos Chalub
A cadeira destinada à advocacia foi aberta após a aposentadoria do desembargador Domingos Jorge Chalub. O Quinto Constitucional prevê a participação de integrantes da advocacia e do Ministério Público na composição dos tribunais. No caso da vaga atualmente em disputa no TJAM, a escolha começa com a formação da lista pela OAB-AM, passa pela seleção de três nomes pelo Tribunal e termina com a escolha do governador.
A decisão de Pascarelli de não participar da votação ocorre justamente por sua relação familiar com uma das candidatas, evitando que ele participe diretamente da escolha que envolve sua ex-mulher.
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Declaração de Transparência
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