Passagens aéreas para o Festival de Parintins ultrapassam R$ 9 mil e reacendem debate sobre preços abusivos
Alta nas tarifas do trecho Manaus–Parintins durante o festival chega a superar 1.500% e levanta questionamentos sobre concorrência e fiscalização no setor aéreo.
- Foto: Reprodução/CINDACTA
Resumo
Passagens aéreas entre Manaus e Parintins para o Festival de Parintins 2026 ultrapassam R$ 9,5 mil e voltam a gerar críticas sobre preços abusivos. Autoridades cobram explicações da ANAC e do governo federal sobre a alta nas tarifas durante um dos maiores eventos culturais do Brasil.
Notícias do Amazonas – O aumento expressivo no preço das passagens aéreas entre Manaus e Parintins voltou a gerar críticas e debates com a proximidade do Festival de Parintins de 2026. Levantamentos recentes indicam que bilhetes da companhia aérea Azul para o trecho durante o período do evento estão sendo vendidos por valores superiores a R$ 9.500.
O preço é considerado elevado para um voo de pouco mais de uma hora e reforça uma reclamação recorrente de moradores da região e turistas que desejam participar da festa folclórica.
O Festival de Parintins, realizado tradicionalmente no fim de junho, é um dos maiores eventos culturais do país e atrai milhares de visitantes ao município localizado no interior do Amazonas.
Alta pode ultrapassar 1.500% no período do evento
Dados apresentados em discussões sobre aviação regional apontam que o aumento das tarifas ocorre de forma consistente todos os anos durante o período do festival.
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Fora da alta temporada, as passagens entre Manaus e Parintins costumam custar entre R$ 300 e R$ 600. No entanto, durante o evento, os preços podem ultrapassar R$ 5 mil e, em alguns casos, chegar a valores próximos de R$ 10 mil.
A variação representa um aumento superior a 1.500% em relação ao valor médio praticado fora do período do festival.
A situação foi tema de debate em março de 2025 durante um encontro sobre aviação regional promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília.
Na ocasião, o então ministro do Turismo, Celso Sabino, foi questionado sobre o aumento das tarifas, mas afirmou não acreditar que as companhias aéreas elevem os preços apenas para ampliar seus lucros durante o festival.
Governo afirma que setor opera com liberdade tarifária
Após questionamentos formais sobre o tema, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o setor aéreo brasileiro opera sob regime de liberdade tarifária.
A política está prevista na Lei nº 11.182/2005 e estabelece que as companhias aéreas têm autonomia para definir os preços das passagens de acordo com as condições de mercado.
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Segundo a resposta oficial enviada ao Requerimento de Informação nº 1248/2025, o poder público não possui prerrogativa direta para intervir nos valores cobrados pelas empresas.
A posição do governo federal foi interpretada por críticos como uma ausência de medidas efetivas para enfrentar o problema.
Incentivos fiscais não reduzem preços
A situação também chama atenção porque companhias aéreas que operam no Amazonas recebem incentivos fiscais relacionados ao combustível utilizado na aviação.
O estado concede redução do ICMS sobre o querosene de aviação com o objetivo de estimular a ampliação de rotas regionais e contribuir para a redução do preço das passagens.
Mesmo com o benefício fiscal, os valores das tarifas continuam elevados durante o Festival de Parintins.
Além do custo das passagens, passageiros também relatam cancelamentos e mudanças frequentes de voos no período do evento.
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Dados mostram cancelamentos e atrasos de voos
Informações operacionais citadas pelo próprio governo federal indicam que o aeroporto de Parintins registrou intensa movimentação durante o festival de 2024.
Entre os dias 24 e 30 de junho daquele ano, foram registrados 209 voos no terminal.
Nesse período, houve ao menos 10 cancelamentos e diversos atrasos considerados relevantes.
Os números reforçam a pressão sobre a infraestrutura e a logística aérea da região durante os dias do evento.
Questionamentos são enviados à ANAC
Diante da continuidade do problema, novos questionamentos foram encaminhados pelo deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O objetivo é obter esclarecimentos sobre a formação das tarifas na rota entre Manaus e Parintins, além de avaliar o nível de concorrência no trecho.
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Embora a agência reguladora também tenha reiterado que não possui competência para controlar diretamente os preços das passagens, cabe ao órgão acompanhar o funcionamento do mercado.
Entre as informações solicitadas estão dados sobre a operação da rota nos últimos cinco anos, incluindo número de companhias que atuaram no trecho, oferta de voos, quantidade de assentos disponíveis e evolução das tarifas.
Também foram solicitadas explicações sobre possíveis fatores estruturais que possam justificar a baixa concorrência na ligação aérea entre as duas cidades.
Festival movimenta economia e turismo na região
Realizado anualmente no fim de junho, o Festival de Parintins é considerado um dos maiores espetáculos culturais do Brasil.
O evento reúne milhares de pessoas no Bumbódromo para acompanhar a tradicional disputa entre os bois-bumbás Garantido e Caprichoso.
Além do impacto cultural, o festival movimenta milhões de reais na economia local, impulsionando setores como turismo, hotelaria, comércio e transporte.
Diante da importância econômica e cultural do evento, o debate sobre o custo das passagens aéreas volta a ganhar força a cada edição do festival.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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