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Petrobras consegue liberação de áreas para retomar exploração de petróleo em Coari com investimento de R$ 2,5 bilhões

Concessões garantem segurança jurídica para novos projetos em Urucu e devem impulsionar a geração de empregos na região.

Por Natan AMPOST

18/06/2026 às 10:08

Resumo

O Governo do Amazonas assinou duas Concessões de Direito Real de Uso (CDRU) que permitem à Petrobras manter operações no Polo de Urucu e avançar com novos projetos de exploração de petróleo em Coari. A estatal prevê investir US$ 500 milhões, cerca de R$ 2,5 bilhões, na retomada da produção no estado após dez anos sem novas atividades exploratórias, com expectativa de gerar aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos.

Notícias do Amazonas – O Governo do Amazonas formalizou nesta quarta-feira (17) a concessão de duas áreas públicas localizadas no município de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, para utilização pela Petrobras em projetos ligados à exploração de petróleo e gás natural. A medida garante segurança jurídica para a continuidade das operações no Polo de Urucu e viabiliza a implantação de novos poços na região.

A iniciativa marca um novo ciclo de investimentos da estatal no Amazonas. Segundo a Petrobras, serão destinados US$ 500 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 2,5 bilhões, para a retomada e ampliação das atividades exploratórias no estado. A expectativa é que os projetos resultem na criação de cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos.

As áreas foram concedidas por meio de Concessões de Direito Real de Uso (CDRU), instrumento que autoriza a utilização de terras públicas sem transferência de propriedade, assegurando estabilidade jurídica para empreendimentos de longo prazo.

Investimento impulsiona retomada da exploração

Uma das concessões assinadas garante a continuidade das operações da Petrobras no Complexo de Urucu, principal província petrolífera terrestre do país. A outra área será destinada à expansão das atividades de exploração, incluindo a perfuração de novos poços e a busca por novas reservas de petróleo e gás.

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De acordo com a empresa, o plano prevê a perfuração de 22 poços ao longo dos próximos três a quatro anos. Além de manter a produção atual, a iniciativa busca ampliar o potencial energético da região e fortalecer a presença da Petrobras na Amazônia.

Leia mais: Banco da Amazônia sofre calote de R$ 39 milhões após liquidação do Banco Master

Durante a assinatura dos documentos, o governador Roberto Cidade destacou os impactos econômicos esperados com a medida. Segundo ele, a regularização das áreas abre caminho para novos investimentos e contribui para o desenvolvimento dos municípios beneficiados.

A expectativa do governo estadual é que os recursos movimentem setores ligados à construção civil, logística, transporte, serviços especializados e contratação de mão de obra local.

Petrobras projeta expansão das atividades

Representando a Petrobras, o gerente de Planejamento e Gestão da companhia, Eliseu Robert Lage, afirmou que a formalização das concessões permitirá acelerar a execução dos projetos previstos para a região.

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Segundo ele, a estatal considera estratégica a manutenção e ampliação das operações no Amazonas. Além da preservação da produção atual, a companhia busca identificar novas reservas que possam garantir a continuidade das atividades energéticas no longo prazo.

A Petrobras também avalia que os investimentos previstos fortalecerão a cadeia produtiva regional, beneficiando empresas fornecedoras de serviços e ampliando oportunidades de emprego em municípios do entorno de Urucu.

Atualmente, o Polo de Urucu é uma das mais importantes áreas de produção terrestre de petróleo e gás natural do Brasil, sendo responsável pelo abastecimento energético de parte significativa da Região Norte.

Impacto econômico para Coari e municípios vizinhos

A retomada dos investimentos é vista pelo governo estadual como uma oportunidade de fortalecimento da economia regional, especialmente em municípios diretamente ligados às operações petrolíferas.

Além de Coari, cidades como Carauari devem sentir os reflexos da expansão das atividades. A previsão é que a movimentação econômica gere aumento da demanda por serviços, transporte, hospedagem, alimentação e mão de obra especializada.

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A secretária de Estado das Cidades e Territórios, Renata Queiroz Pinto, ressaltou que a Petrobras possui papel relevante no desenvolvimento econômico do interior amazonense e destacou o trabalho conjunto realizado entre o Estado e a empresa para viabilizar a regularização fundiária das áreas.

Segundo ela, a formalização das concessões representa um passo importante para garantir a continuidade dos investimentos e permitir novos projetos de exploração após um período de aproximadamente dez anos sem expansão significativa das atividades petrolíferas na região.

Licenciamento ambiental será próxima etapa

Com a assinatura das concessões, os projetos seguem agora para as etapas de licenciamento ambiental exigidas pela legislação brasileira.

O presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Gustavo Picanço, afirmou que o órgão já acompanha os estudos necessários para garantir que as futuras operações sejam realizadas dentro dos critérios ambientais estabelecidos.

Segundo ele, o processo envolve monitoramento permanente, avaliação de impactos ambientais e adoção de medidas de controle voltadas à preservação dos recursos naturais da região.

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O licenciamento é considerado uma etapa fundamental para assegurar que o desenvolvimento econômico ocorra em equilíbrio com a conservação ambiental, especialmente em uma área de grande relevância ecológica como a Amazônia.

O que é a Concessão de Direito Real de Uso

A Concessão de Direito Real de Uso é um instrumento jurídico utilizado pelo poder público para permitir que empresas ou instituições utilizem áreas pertencentes ao Estado sem que haja transferência da propriedade do imóvel.

Na prática, a modalidade garante maior segurança jurídica aos empreendimentos, reduzindo riscos relacionados a disputas fundiárias e facilitando o cumprimento das exigências regulatórias e ambientais.

Além disso, a CDRU proporciona estabilidade para investimentos de longo prazo, fator considerado essencial em projetos ligados aos setores de energia, infraestrutura e exploração de recursos naturais.

Para o Governo do Amazonas, a utilização desse mecanismo fortalece o ambiente de negócios e contribui para atrair investimentos estratégicos capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento para o estado.

Com a formalização das concessões e a previsão de novos investimentos bilionários, o Amazonas inicia uma nova etapa na exploração petrolífera em Urucu, apostando no fortalecimento da atividade econômica e na ampliação das oportunidades de trabalho para a população da região.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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