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Pior plano de saúde do Brasil, Hapvida quer retomar contrato milionário com a Seduc-AM

Decisão da Seduc de romper com a operadora se deu por conta de denúncias de que o serviço contratado não estaria sendo regularmente cumprido.

Por Natan AMPOST

14/01/2023 às 13:12

  • Hapvida Saúde, considerado o pior plano de saúde do Brasil com cerca de 50 mil reclamações, tenta retomar contrato milionário com a Secretaria de Educação do Amazonas (SEDUC), após ser substituída pela Samel devido a denúncias de serviço precário e irregularidades contratuais.
  • Diversas denúncias de falta de atendimento, especialmente a pessoas com deficiência e crianças autistas, motivaram investigações do Ministério Público, Procon, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas, além de ações coletivas e civis públicas sendo preparadas contra a operadora.
  • SEDUC justificou a contratação emergencial da Samel, com valor mensal inferior ao da Hapvida, enquanto ocorre nova licitação, ressaltando que não houve interrupção do atendimento aos servidores e que todos os ritos legais foram cumpridos no processo de rescisão.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Redação AM POST*

A Hapvida Saúde, considerado o pior plano de saúde do país com cerca de 50 mil reclamações no site Reclame Aqui, tenta a qualquer custo retomar o contrato milionário rescindindo pelo Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria Estadual de Educação e Desporto (SEDUC). O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), José Hamilton Saraiva dos Santos, atendeu pedido da empresa para suspender a troca da Hapvida pela Samel como fornecedora do plano de saúde dos mais de 30 mil servidores da pasta.

De acordo com a liminar, a decisão da Seduc de romper com a Hapvida se deu por conta de denúncias de que o serviço contratado junto à empresa não estaria sendo regularmente cumprido, havendo casos relatados em cidades como Manacapuru, São Gabriel da Cachoeira, Boca do Acre e Borba.

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A SEDUC alega em nota que o contrato foi rescindindo após o recebimento de diversas denúncias de servidores, principalmente do interior que dão conta do precário e péssimo serviço prestado pela operadora que acumula milhares de processos e reclamações Brasil a fora. A nota ainda salienta que parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, solicitaram que a secretaria tomasse providências com relação as denúncias, além do que o Tribunal de Contas do Estado (TCE), emitiu decisões sobre o caso, bem como a 52ª Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa do Consumidor abriu inquérito civil para investigar inconformidades contratuais. A Comissão permanente para apuração de irregularidade contratual (CAIC) da secretaria respeitou todos os ritos legais e oportunizou à Hapvida a apresentação de recurso administrativo.

A SEDUC reiterou em sua nota eu a escolha do Grupo Samel, não se deu conta por conta da licitação concluída em 2021, que que a Hapvida foi vencedora. Foi aberto um processo de dispensa de licitação emergencial, com um contrato de 180 dias, enquanto é feito novo processo licitatório, visto que o serviço é de urgência e os servidores não podem ficar sem atendimento. Para a contratação foram consultados quatro empresas de saúde, sendo a Samel a única a apresentar proposta e no valor mensal de R$ 6,9 milhões, valor inferior ao R$ 7,05 milhões pagos a Hapvida pela secretaria.

A Hapvida, coleciona escândalos e é comprovadamente uma empresa ineficiente na prestação dos serviços que se propõe a oferecer. A cobertura da empresa não alcança os servidores da SEDUC, que afirmam não querer a empresa administrando o plano de saúde que é oferecido pela secretaria.

Falta de atendimento a deficientes
Nesta semana, foram ouvidos relatos desesperados de mães de Pessoas com Deficiência, que são clientes da Operadora de Saúde, durante Audiência Pública realizada, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil- Seccional Amazonas (OAB-AM), localizada na Av. Jornalista Umberto Calderaro Filho, que denunciam falta de atendimento a crianças com deficiência e autistas em Manaus

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A Audiência Pública contou com a participação do Ministério Público do Estado do Amazonas, através da Promotora de Defesa do Consumidor Sheyla Andrade , OAB-AM, Defensoria Pública, através de dois Defensores Públicos, Dr. Cristiano e Dr. Roger, Procon AM, através da Chefe da Fiscalização Raquel Lima, o vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) e a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, que foi representada pela deputada Joana Darc.

Segundo Roseane Barros, 38, mãe de uma criança com deficiência, que foi vítima de negligência médica, a operadora não estaria autorizando as terapias necessárias para o desenvolvimento do paciente. Além da demora para liberar marcações de consultas, a Hapvida não obedece a Lei de Prioridade nos atendimentos.

“Meu filho Theo, de 3 anos, era uma criança com Artrogripose Múltipla Congênita, uma doença que afeta os músculos, mas após uma negligência médica, durante procedimento para tratamento de uma pneumonia e uma traqueostomia, na Hapvida, por não realizarem o procedimento correto ao retirá-lo da ventilação mecânica, meu filho ficou sem oxigênio e ainda não souberam reanimá-lo de forma ágil, o que o fez entrar em coma e ser acometido por uma síndrome chamada Encefálopatia Hipóxia Isquêmica (que atinge o cérebro). Hoje, o Theo está em estado vegetativo. Tiraram do meu Theo, a oportunidade de crescer, de estudar e ter uma vida feliz. O que a Hapvida faz com os pacientes é um desrespeito com a vida. Não tem um mínimo de cuidado”, desabafou.

A Hapvida também foi acusada de mau atendimento à pacientes com Deficiência Física e com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Joana Darc que defende a causa na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), além de ser mãe do pequeno Joaquim, criança com Síndrome de Down disse ter ficado atônita com as denúncias feitas contra a Operadora.

“Sei de todas as dificuldades que a Pessoa com Deficiência e seus familiares passam. Isso é repudiante. Precisamos dar um basta e fazer valer os direitos da Pessoa com Deficiência. A terapia é essencial para o desenvolvimento da criança com deficiência. E por isso, estou aqui prestando meu apoio e colocando meu mandato para ajudar no que for preciso para punir os autores dessas práticas”, ressaltou Joana Darc.

Diante da omissão para solucionar a demanda por parte dos advogados da Operadora de Saúde, as mães darão entrada numa ação coletiva contra o Plano de Saúde, por meio do Procon e do Ministério Público.

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Na ocasião, Rodrigo Guedes afirmou que irá ajuizar, junto aos órgãos de controle, uma ação civil pública contra a rede hospitalar em busca do retorno na assistência de saúde.

“Crianças autistas e PCD’s não estão tendo acesso a terapias, tratamentos, consultas, procedimentos, atendimentos na rede Hapvida. Isso é um absurdo! Reunimos com representante da rede, mas nada avançou, por isso não nos resta outra opção se não ajuizar uma ação civil pública para garantir o atendimento e punir a operadora de planos de saúde”, disse Guedes.

Legislação

Conforme o Artigo nº 88 da Lei nº 13.146, de 06 de Julho de 2015, praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência pode levar ao autor, reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. Sendo esta aumentada em 1/3 (um terço) se a vítima encontrar-se sob cuidado e responsabilidade do agente. Caso o crime seja cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

*Com informações do Blog da Amazônia

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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O Autismo traz limitações mas, isto não significa incapacidade. Todos temos alguma habilidade.

Nay Potarcio

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