Plínio Valério critica ONGs por entraves à pavimentação da BR-319 e denuncia isolamento do Amazonas
Durante audiência no Senado, parlamentar afirma que pressões ambientais e atuação de ONGs impedem o desenvolvimento da região Norte.
- Foto: reprodução
Notícias do Amazonas – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a criticar duramente os entraves que, segundo ele, vêm impedindo a pavimentação da BR-319, rodovia estratégica que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). O assunto foi discutido durante audiência da Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada nessa terça-feira (20), com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho.
O parlamentar denunciou que pressões de ONGs ambientais e barreiras jurídicas impostas por essas organizações estariam emperrando o avanço da obra.
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“Ao longo da BR-319 tem 12 ou 13 ONGs ambientais perturbando a boa vontade do ministro Renan Filho, que a gente enfrenta diuturnamente”, afirmou o senador Plínio Valério durante a audiência.
Em resposta, o ministro dos Transportes confirmou que, pela primeira vez, uma liminar contrária à obra foi derrubada em segunda instância, a partir de uma ação do próprio ministério.
“Nós suspendemos liminar de ONG, observatório do clima, que o senhor deve conhecer, é uma das principais, teve pela primeira vez por ação do ministério dos Transportes uma decisão liminar suspensa na segunda instancia. O ministério dos Transportes defende a rodovia”, complementou o ministro.
Isolamento do Amazonas
Plínio Valério fez um apelo emocionado pela pavimentação da rodovia, destacando que o Amazonas permanece isolado do restante do país por falta de infraestrutura viária adequada. O estado depende quase exclusivamente do transporte fluvial e aéreo, o que encarece a logística, dificulta o abastecimento e restringe o acesso a bens e serviços básicos, segundo ele.
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“O Amazonas tem 97% da sua floresta preservada e 60% da população vivendo abaixo da linha da pobreza. Isso é inadmissível”, protestou o senador.
Ele lembrou ainda as consequências trágicas do isolamento viário durante a pandemia de Covid-19, quando caminhões com oxigênio ficaram atolados na estrada enquanto pacientes morriam por falta do insumo em Manaus.
Críticas às ONGs e à gestão ambiental
Em tom crítico, Plínio Valério apontou que ONGs nacionais e internacionais vêm atuando contra os interesses da população local, utilizando argumentos ambientais para impedir o progresso da região. Segundo ele, essas entidades “usam o discurso da proteção ambiental” para bloquear obras que beneficiariam milhares de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.
O senador também dirigiu críticas a órgãos ambientais federais, como o Ibama e a Funai, que segundo ele, atuam de forma ideológica, ignorando a realidade social e econômica da Amazônia. Ele ainda mencionou o Fundo Amazônia, que estaria servindo para financiar projetos de interesse estrangeiro, em vez de investir no bem-estar da população amazônida.
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