Polícia investiga se bote incendiado tem ligação com acidente fatal no Rio Negro
O piloto da moto aquática, o empresário Robson Tiradentes, conhecido no setor de eventos, também sofreu ferimentos.
- Reprodução
Notícias do Amazonas – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga se um bote encontrado incendiado às margens do Rio Negro tem relação com o acidente entre uma moto aquática e uma lancha que deixou três mortos no último sábado (20), na região do Acajatuba, em Iranduba, interior do estado.
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As vítimas foram identificadas como Marcileia Silva Lima, 37 anos, seu filho Jhon, de apenas 5 meses, e Pedro Batista, 42 anos, dono e piloto da lancha. O único sobrevivente da embarcação foi Geovane Gonzaga, 30 anos, marido de Marcileia, que ficou ferido, recebeu atendimento em Manacapuru e já teve alta.
O piloto da moto aquática, o empresário Robson Tiradentes, conhecido no setor de eventos, também sofreu ferimentos, incluindo corte no rosto e fraturas nos dentes. Ele foi levado a Manaus, passou por cirurgia e segue em recuperação.
O bote incendiado
No domingo (21), durante as buscas pelos desaparecidos, moradores encontraram um bote à deriva, que foi levado para a margem junto da moto aquática e da lancha envolvidos na colisão. Porém, horas depois, a embarcação desapareceu. Na manhã de terça-feira (23), ribeirinhos localizaram o mesmo bote incendiado próximo ao local onde os corpos haviam sido encontrados.
A Delegacia de Manacapuru já realizou perícia nas embarcações e apura se o bote queimado tem ligação direta com o acidente. Caso a conexão seja confirmada, a polícia investigará quem provocou o incêndio e os motivos.
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Investigações e perícia
O sobrevivente Geovane Gonzaga já foi ouvido, enquanto Robson Tiradentes deve prestar depoimento assim que tiver condições clínicas adequadas. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encontrou os corpos das vítimas no domingo e os encaminhou ao Instituto Médico Legal (IML), em Manaus.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas do acidente.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias e não descarta a hipótese de que o bote possa ter sido utilizado no momento da colisão, já que há relatos de que ele estaria sem iluminação e teria fugido da área logo após o choque.
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