Policiais e servidores do Amazonas são condenados por tráfico de drogas e perdem cargos
Decisão unânime do TJ-AM aplica penas de 9 a 17 anos de prisão e determina demissão dos agentes envolvidos em esquema criminoso.
- Foto: Divulgação/PC-AM
Notícias do Amazonas – Oito policiais e servidores públicos do Amazonas foram condenados por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas, em decisão unânime da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), durante julgamento realizado em 20 de outubro. As penas aplicadas variam de 9 a 17 anos de prisão em regime fechado, além da perda imediata dos cargos ocupados.
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Ao todo, onze pessoas foram condenadas no processo, que teve como relator o desembargador Jorge Lins. De acordo com o Tribunal, os réus usaram a estrutura do Estado para facilitar a atuação de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas.
Os condenados haviam sido absolvidos em primeira instância, sob alegação de quebra da cadeia de custódia das provas. No entanto, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) recorreu, e o TJ-AM reformou a decisão. O colegiado entendeu que a sentença anterior baseou-se em excessivo formalismo, e que as provas reunidas — incluindo confissões, laudos, vídeos e depoimentos — eram suficientes para comprovar o envolvimento dos agentes no esquema. Outros dois acusados foram absolvidos por falta de provas.
Perda de cargo público
Além das penas de prisão, o Tribunal determinou que os oito agentes perdessem seus cargos públicos, destacando que os réus traíram a confiança da sociedade e utilizaram a autoridade conferida pelo Estado para facilitar o tráfico de drogas.
“O uso da estrutura e da autoridade do Estado para facilitar o tráfico macula a imagem da segurança pública e torna incompatível a permanência desses agentes no serviço público”, afirmou o relator, desembargador Jorge Lins.
Contexto do caso
O processo é desdobramento da Operação Guilhotina, deflagrada em 2021, que revelou o envolvimento de agentes públicos em transporte e ocultação de drogas entre Manaus e Manacapuru. Na ocasião, dois policiais civis foram presos suspeitos de furtar parte da droga apreendida em uma marmoraria na capital e transportá-la em viaturas descaracterizadas até um sítio em Novo Airão, onde o material foi encontrado.
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