Ponte que desabou na BR-319 foi classificada como ‘boa’ pelo Dnit antes da tragédia no Amazonas
Relatório revela que a estrutura sobre o Rio Autaz-Mirim recebeu avaliação positiva pouco antes do colapso; queda vizinha matou cinco pessoas e deixou dez feridos.
- Ponte sobre o Rio Autaz Mirim. – Foto: Reprodução Redes Sociais
Notícias do Amazonas – A ponte sobre o Rio Autaz-Mirim, na BR-319, que desabou em 2022, foi classificada como “boa” pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) apenas um ano antes do acidente. A informação consta em levantamento sobre o estado de conservação das “obras de arte de engenharia”, obtido pelo portal Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI). A vistoria, feita em junho de 2021, apontou que a estrutura tinha apenas “alguns danos” e não apresentava risco estrutural imediato.
PUBLICIDADE
Segundo a Portaria nº 10/2024 do Dnit, pontes com classificação “quatro” indicam a ausência de problemas graves e não exigem reforma urgente. O levantamento mostra que, em todo o Brasil, 1.950 pontes estão nesta categoria. No entanto, especialistas e servidores apontam que as inspeções nem sempre seguem a periodicidade de dois anos prevista, devido à falta de pessoal. Hoje, o Dnit opera com déficit de 45% no quadro técnico de infraestrutura.
- Ponte sobre o Rio Curuçá. – Foto: Reprodução Redes Sociais
O desabamento ocorreu poucos dias após outra tragédia na mesma rodovia. Em setembro de 2022, a ponte sobre o Rio Curuçá, a cerca de um quilômetro do Autaz-Mirim, desmoronou, matando cinco pessoas e ferindo outras dez. Dois dias antes, motoristas já haviam interditado o local por medo de um acidente, após crateras se abrirem nas extremidades da ponte. O laudo que determinaria as causas do colapso ainda não foi concluído.
Entre as vítimas do Curuçá estavam o motorista Marcos Rodrigues Feitoza, 39, o cirurgião-dentista Rômulo Augusto de Morais Pereira, 36, a ex-servidora municipal Maria Viana Carneiro, 66, Darliene Nunes Reis Cunha, 25, e o servidor da Funasa João Nascimento Fernandes, 58, cujo corpo só foi localizado meses depois. Dez dias depois, a ponte sobre o Autaz-Mirim também caiu, mas, por estar interditada, não houve feridos.
- Ponte sobre o Rio Autaz Curuçá. – Foto: Divulgação CBMAM
Com as duas estruturas comprometidas, o tráfego entre Manaus e municípios como Autazes, Careiro Castanho e Novo Airão foi interrompido. Inicialmente, a travessia passou a ser feita por barcos e balsas improvisadas, até que o Dnit implantou soluções provisórias, como aterros e balsas oficiais, para minimizar o impacto na única ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país.
Atualmente, as obras emergenciais na região incluem reforço da base da pista com rochas e montagem de estruturas provisórias. A nova ponte sobre o Rio Curuçá, segundo o Dnit, deve ser entregue em setembro. Até lá, motoristas e passageiros seguem enfrentando a incerteza de quando poderão trafegar com segurança pela BR-319.
- Ponte sobre o Rio Autaz Curuçá. – Foto: Divulgação CBMAM
Redação AM POST
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos









