Preço das passagens aéreas para Parintins subiram 104% em três anos e oferta de assentos caiu, revela ANAC
Dados oficiais apontam aumento expressivo das tarifas aéreas e redução da capacidade da rota Manaus-Parintins nos últimos anos.
- Foto: Reprodução
Resumo
Um documento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) revelou que a tarifa média das passagens aéreas entre Manaus e Parintins aumentou 104% entre 2022 e 2025, enquanto a oferta de assentos caiu 42% no mesmo período. Os dados reforçam o debate sobre o acesso ao Festival Folclórico de Parintins e os impactos da baixa concorrência na principal rota aérea para o evento.
Notícias do Amazonas – Quem pretende viajar para Parintins durante o Festival Folclórico enfrenta uma realidade cada vez mais cara. Dados oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que a tarifa média das passagens aéreas na rota Manaus–Parintins mais que dobrou em três anos, enquanto a quantidade de assentos disponíveis sofreu uma redução significativa.
As informações constam em documento técnico encaminhado pela agência reguladora em resposta a questionamentos do deputado federal Amom Mandel sobre o comportamento dos preços na rota que conecta a capital amazonense ao município que recebe um dos maiores eventos culturais do Brasil.
Leia documento completo: ANAC PASSAGENS PARINTINS
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O que mostram os números da ANAC
Segundo os dados apresentados pela agência, a tarifa média cobrada durante o período do Festival de Parintins passou de R$ 663,35 em 2022 para R$ 1.352,19 em 2025. O aumento acumulado foi de aproximadamente 104%.
Ao mesmo tempo, a oferta de assentos registrou forte retração. Em 2022, as companhias aéreas disponibilizaram 69.266 assentos na rota Manaus-Parintins-Manaus. Em 2025, esse número caiu para 39.880, uma redução de cerca de 42%.
Na prática, os dados indicam um cenário de maior procura por viagens e menor disponibilidade de lugares, fator que influencia diretamente a formação dos preços.
Azul concentra operação da rota
O documento também confirma que, desde 2025, a Azul Linhas Aéreas e sua subsidiária Azul Conecta passaram a responder pela totalidade das operações regulares entre Manaus e Parintins.
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Nos anos anteriores, outras empresas chegaram a atuar na rota, como MAP, Passaredo e Gol. No entanto, mudanças no mercado da aviação regional e os impactos financeiros enfrentados pelo setor após a pandemia reduziram a presença de concorrentes.
A própria ANAC destaca que a saída de empresas e a reorganização das malhas aéreas ocorreram em diversas regiões do país nos últimos anos.
Voos operam perto da lotação máxima
Outro dado que chama atenção é o índice de ocupação das aeronaves durante o festival.
Em 2025, a taxa média de ocupação dos voos que saíram de Manaus para Parintins chegou a 89,5%. No sentido contrário, de Parintins para Manaus, o percentual alcançou 91,8%.
Os números mostram que praticamente todos os assentos disponíveis foram vendidos durante o período de maior movimentação turística do Amazonas.
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A agência também informa que, para atender à demanda do festival, o número de voos diários aumenta significativamente em comparação ao restante do ano, chegando a ser mais de dez vezes superior em determinados períodos.
Por que as passagens ficam mais caras?
A ANAC afirma que o transporte aéreo brasileiro funciona sob o regime de liberdade tarifária. Isso significa que a agência não define preços máximos ou mínimos para as companhias aéreas.
Segundo o órgão, as tarifas são influenciadas por diversos fatores, como demanda, antecedência da compra, custos operacionais, disponibilidade de assentos e estratégias comerciais das empresas.
O documento destaca ainda que passagens adquiridas próximo à data da viagem costumam ter preços mais elevados, especialmente em períodos de grande procura, como ocorre durante o Festival Folclórico de Parintins.
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Qual é a defesa da ANAC?
A agência sustenta que:
- Não controla preços de passagens.
- O Brasil adota regime de liberdade tarifária.
- Empresas podem cobrar os valores que entenderem adequados.
- A alta dos preços ocorre por causa da combinação entre grande demanda e menor oferta de assentos.
O dado que mais chama atenção
Apesar de reconhecer tarifas acima de R$ 5 mil, a agência afirma que esses casos seriam exceções.
Segundo a ANAC:
- Apenas 0,5% dos bilhetes vendidos em junho de 2025 custaram mais de R$ 5 mil.
- Cerca de 15% das passagens comercializadas em junho de 2025 ficaram acima de R$ 3 mil.
- Aproximadamente 73% foram vendidas por menos de R$ 1.500.
Outro ponto importante
A ANAC confirma que durante o festival a ocupação dos aviões chega perto do limite:
- 89,5% de ocupação nos voos de ida em 2025.
- 91,8% nos voos de volta.
Ou seja, praticamente todos os assentos disponíveis são vendidos.
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