Prefeito de Autazes é investigado por suspeita de abuso de poder econômico durante eleição municipal
São investigados pelo Ministério Público Eleitoral Andreson Adriano de Oliveira Cavalcante, Marcelo da Silva Tupinambá e Eduardo Mello Sampaio.
- Foto: Reprodução
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O Ministério Público Eleitoral está conduzindo uma investigação sobre a ocorrência de abuso de poder econômico durante uma eleição local em Autazes, município localizado a 111 quilômetros de Manaus. Um dos alvos da investigação é o prefeito da cidade Andreson Adriano Oliveira Cavalcante (UB).
O órgão está apurando denúncias de suposta utilização indevida de recursos financeiros com o intuito de obter vantagens no processo eleitoral. A decisão referente a essa investigação foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.
O processo, identificado pelo número 0600108-54.2020.6.04.0035, tem o Ministério Público Eleitoral atuando como investigante, com três suspeitos sob investigação. Além de Andreson, o vice-prefeito Marcelo da Silva Tupinambá, do partido Republicanos, e Eduardo Mello Sampaio, proprietário de um CNPJ relacionado ao comércio varejista de artigos fotográficos e para filmagem, também estão envolvidos.
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No certame assinado pela juíza da 35. º Zona Eleitoral, Danielle Monteiro Fernandes Augusto, os investigados Andreson Adriano de Oliveira Cavalcante, Marcelo da Silva Tupinambá e Eduardo Mello Sampaio devem procurar a Secretária do Cartório para a audiência.
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De acordo com o despacho, Andreson foi instruído a comparecer à Secretaria do Cartório Eleitoral para solicitar o adiamento da audiência para uma data mais adequada.
Vale destacar que, em sua gestão anterior, o prefeito de Autazes já havia chamado atenção do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e do Ministério Público de Contas (MPC) devido à contratação dos cantores Wesley Safadão e Dorgival Dantas, em junho do ano passado, por um valor de R$ 780 mil para a 24ª edição da Festa do Leite.
Os órgãos fiscalizadores consideraram que os gastos com a festividade e os cachês dos artistas eram excessivos e não condiziam com o estado de emergência que a cidade enfrentava devido aos desastres decorrentes das enchentes severas na bacia do rio Amazonas.
A reportagem do Portal AM POST, procurou a assessoria do prefeito para comentar o caso mas até a publicação desta matéria, não houve retorno.
Redação AM POST
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