Prefeito Ivon Rates contrata ex-ministros do TSE em defesa milionária enquanto moradores de Envira reclamam de abandono
Especialistas em direito eleitoral avaliam que um contrato com ex-ministros do TSE dificilmente sai por menos de R$ 1,5 milhão.
- Arte: Portal AM POST
Notícias do Amazonas – A batalha jurídica do prefeito de Envira, Ivon Rates, ganhou novo capítulo que chama a atenção não apenas pela gravidade do caso, mas principalmente pelos nomes que agora compõem sua defesa. Para tentar reverter a cassação de seu registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rattes contratou ninguém menos que dois ex-ministros da própria Corte: Sérgio Banhos e Carlos Horbach, advogados de um dos escritórios mais caros e influentes de Brasília.
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Leia documento:IRS x Coligacao – Juntada de subs
Ivon Rates, natural de Envira, concorreu à prefeitura pelo PSD nas eleições de 2024. Sua candidatura enfrentou questionamentos judiciais relacionados à elegibilidade, mas inicialmente foi aceita pelo Juízo Eleitoral local com o status de “deferido com recurso”. O prefeito foi eleito no dia 6 de outubro de 2024, conquistando 52,34% dos votos válidos. No entanto, impugnações apresentadas por coligações adversárias questionavam aspectos de sua elegibilidade perante o Tribunal de Contas da União. Pouco depois, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cassou seu registro, mas, em embargos de declaração, acabou voltando atrás e restaurando sua elegibilidade. Agora, caberá ao TSE dar a palavra final.
O que mais desperta questionamentos é o custo da defesa. Especialistas em direito eleitoral avaliam que um contrato com ex-ministros do TSE dificilmente sai por menos de R$ 1,5 milhão. A dúvida que paira sobre Envira é inevitável: de onde vem tanto dinheiro para sustentar essa batalha milionária em Brasília?
Enquanto isso, a realidade do município segue marcada por carências e descaso. Moradores reclamam de merenda escolar e transporte para os alunos da rede municipal; prédios alugados para abrigar escolas rurais estão com pagamentos em atraso; farmácias das Unidades Básicas de Saúde foram desativadas; e até o hospital municipal enfrenta problemas básicos de manutenção.
Servidores concursados seguem impedidos de assumir seus cargos, enquanto contratados de forma irregular sofrem com salários atrasados. Tudo isso em um município cuja economia depende quase exclusivamente da máquina pública. A justificativa recorrente da Prefeitura é a falta de recursos.
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Seja qual for a decisão do TSE, o episódio já expôs uma contradição difícil de ignorar: em uma cidade onde até a merenda escolar falta, o prefeito parece não ter problemas em investir pesado para garantir sua sobrevivência política em Brasília.
A reportagem tentou contato com o prefeito, por meio de sua assessoria, para questionar o caso e aguarda resposta.
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