Prefeitura de Coari prioriza contratação temporária e deixa concurso de lado
Foi aberto processo seletivo com mais de 600 vagas temporárias para cargos ligados à Secretaria Municipal de Limpeza Pública.
- Adail Pinheiro toma posse como prefeito de Coari mas corre risco de perder o cargo-Foto: Divulgação
A Prefeitura de Coari anunciou a abertura de mais de 600 vagas temporárias para cargos ligados à Secretaria Municipal de Limpeza Pública, optando, mais uma vez, por não realizar concurso público. As vagas fazem parte do ‘Plano de Ações e Serviços Essenciais e Emergenciais’, programa da gestão do prefeito Adail Pinheiro (Republicanos), que já ofereceu mais de 2 mil oportunidades sem seleção via concurso. As inscrições para essas novas vagas podem ser feitas até sexta-feira (21) na Secretaria Municipal de Obras e Limpeza Pública.
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Entre os cargos disponíveis estão gari, ajudante, pintor, pedreiro, carpinteiro, eletricista, bombeiro hidráulico, soldador, apontador, mestre de obras, encarregado e almoxarife. Os salários variam de R$ 1.518,00, para garis, a R$ 4.196,94, para mestres de obras. O processo de seleção ocorrerá presencialmente, baseado na análise de títulos e experiência profissional, conforme anunciado pela administração municipal.
A prefeitura adotou o Processo Seletivo Simplificado (PSS), previsto na Lei nº 8.745 de 1993, que permite contratações temporárias para atender situações excepcionais. O edital possui validade inicial de seis meses, podendo ser prorrogado uma vez pelo mesmo período. No entanto, a medida tem gerado debates sobre a ausência de concurso público para preenchimento das vagas.
A gestão municipal justificou a escolha pelo PSS argumentando a necessidade de garantir a continuidade dos serviços essenciais e a urgência de reforço em diversas áreas. No entanto, especialistas apontam que a realização de concursos públicos é a forma legal e constitucional para admissão de servidores, garantindo maior estabilidade e transparência nas contratações.
Moradores e representantes da sociedade civil também têm manifestado preocupação com a frequente utilização de contratações temporárias pela atual administração. Para alguns, a prática pode indicar falta de planejamento ou até mesmo uma tentativa de evitar os trâmites legais de concursos.
A falta de previsão para um novo concurso público gera incertezas entre os concurseiros que esperam por oportunidades na região. Muitos esperavam a abertura de seleção para cargos efetivos, o que garantiria maior estabilidade no serviço público. O caso também levanta discussões sobre a necessidade de um planejamento mais estruturado para a contratação de servidores no município.
Resta saber se a prefeitura manterá essa prática nos próximos anos ou se, finalmente, optará por realizar um concurso público para suprir as demandas permanentes da cidade. Enquanto isso, os interessados em concorrer às vagas temporárias devem se apressar, pois o prazo de inscrição se encerra nesta sexta-feira.
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