Presidente da Escola de Samba ‘Sem Compromisso’ é acusado de dar calote em artistas no carnaval em Manaus
Andrew Lobo afirma que os valores foram devidamente repassados e que a única pendência é no valor de R$ 10 mil.
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas – Circulou nas redes sociais nesse domingo (09), denúncia de um homem identificado como Sinny Lopes, que acusa o presidente da escola de Samba Sem Compromisso, Andrew Lobo, de aplicar calote em trabalhadores de Parintins, no interior do Amazonas, que se dedicaram à agremiação no carnaval 2025 em Manaus.
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“Alô, Andrew Lobo da Sem Compromisso pague os 30 trabalhadores do seu barracão. Cumpra com seu dever, honre sua palavra. Um homem sem palavra não é um homem! A escola recebeu mais de R$ 800 mil e dá calote de um pouco mais de R$ 25 mil nos guerreiros/as que fizeram sua escola. É uma dupla falta de respeito. Não bastaram os perrengues que esses trabalhadores, todos pais de família, a maioria veio de Parintins, passando fome, com uma comida de péssima qualidade, sendo servida por duas vezes, comida azeda, não dava café da manhã e nem a merenda da tarde (saia do bolso do Oseas). Fizeram de tudo para entregar um trabalho decente, apesar da escassez de material. O senhor prometeu pagar mais da metade do contrato desses trabalhadores que já queriam abandonar os trabalhos desde o dia em que o senhor fez o primeiro pagamento para o barracão: R$ 200”, inicia o relato.
O denunciante afirmou ainda que os trabalhadores precisaram emprestar dinheiro de agiota e que foi prometido que os pagamentos seriam feitos após o desfile da escola, o que não aconteceu.
“Pais que têm filhos com início escolar, tiveram que emprestar dinheiro com agiota porque receberam esse vergonhoso valor. Meu irmão foi um deles. A equipe só não abandonou a escola por consideração ao Oseas Bentes. O senhor prometeu, em reunião, para que o barracão terminasse os trabalhos, que antes do desfile todos seriam pagos. Na sexta-feira, véspera do desfile, o senhor prometeu que uma tal de Natasha repassaria o dinheiro. Ficou de pagar no dia seguinte ao desfile, às 09h até hoje: nada. Fica jogando para o colo dessa tal Natasha que prometeu para sexta-feira passada e nada!”, destacou.
Na publicação, o denunciante destacou que os líderes da escola de samba são supostamente acostumados a fazer isso, e que ninguém se responsabiliza pelo ocorrido.
“Já orientei o meu irmão a reunir a equipe e entrar com uma ação coletiva na justiça no CNPJ e no CPF do responsável legal da escola. Que não deixem para lá, porque infelizmente isso é costumeiro. Quando não basta a palavra dada, recorre-se à justiça. Meu irmão tem família, uma filha para sustentar, tem seus compromissos para cumprir. É um trabalhador honesto, trabalhou e está sendo, como os demais colegas que voltaram para Parintins, enrolados e enganados pelo senhor e por essa tal de Natasha. Um jogando para o outro e o pagamento, NADA!. Tem gente que pede para ser chamada e ganhar fama de safada!”, finaliza o relato.
Outro lado
A reportagem do Portal AM POST entrou em contato com Andrew Lobo que afirmou que os valores foram devidamente repassados, e que só restam R$ 10 mil a serem pagos.
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“Vamos lá para explicar direito os fatos: meu contato foi com o senhor Oseias contratei ele pelo valor de 100 mil, ele ficou responsável de contratar todos os trabalhadores, desses R$ 100 mil já foi pago R$ 90 mil tudo comprovado em Pix, essa semana irei liquidar a pendência que está faltando. Com relação à comida, o seu Oseias falou tanto da comida, mas pegou outra escola do grupo A para fazer e os mesmos comiam no galpão a Sem Compromisso pagando, sendo que quando tínhamos acertado falamos que não era para pegar outra escola, pois iria tirar os funcionários daqui, e foi oque aconteceu, os funcionários ficaram sobrecarregados”, pontuou Lobo.
Ao explicar como funcionou a parceria com Oseias, o presidente afirmou que foi pago R$ 5 mil adiantados ainda no final de 2024, para que o contratante entrasse no galpão em Manaus, e que com o passar do tempo fez diversas transferências de valores maiores como R$ 30 mil, e adiantamentos menores de valores que variam de R$ 100 a R$ 300, e que no total, chegaram a mais de R$ 80 mil.
“Você pode ver aí que tem valores antes mesmo do carnaval, porque ele me pedia sempre um adiantamento, porque ele estava precisando para pagar alguma coisa, e a gente sempre, sempre que podia, a gente adiantava algumas coisas. Você pode ver que tem valores aí de 100, de 200, que são valores que ele pedia lá, quando eu estava lá, um vale, um vale, um vale, alguma coisa assim, né? E os valores altos, que só para entrar no galpão, que é o valor que foi pago em novembro, foi 5 mil reais de cara para ele entrar no galpão. Depois de 3, 4 semanas, a gente deu mais 4 mil reais. Depois deu mais 30, 20. Ao todo, dá em torno de uns 80 e pouco, alguma coisa assim”.


O presidente explicou ainda que não tem conhecimento das pendências, tendo em vista que quem fez as negociações foi o contratante.
“Os trabalhadores vieram lá pelo dia 15, 20 de janeiro, mais ou menos um mês, digamos assim, eu não sei os valores que foram acertados, porque eu fechei diretamente com o Oseias, como a maioria das escolas faz, fechar com o principal e ele chama a equipe e fecha os valores”.
Lobo afirmou que a equipe jurídica está levantando as informações que estão sendo divulgadas nas redes sociais para que as providências sejam tomadas, e que a escola vai publicar uma nota para esclarecer ao público a situação.
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