Presidente da Petrobras afirma que não vai recomprar Refinaria da Amazônia: “A Reman é da Atem”
A privatização de refinarias fez aumentar o preço dos combustíveis nos estados da Bahia e do Amazonas.
- Arte: Lídia Silva/Portal AM POST
Notícias do Amazonas – O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, refutou os boatos de que a empresa estaria considerando a recompra da Refinaria da Amazônia (Ream), anteriormente conhecida como Refinaria de Manaus (Reman), que foi privatizada pelo governo de Jair Bolsonaro em dezembro de 2022. Além disso, ele também negou a possibilidade de recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, que foi vendida em 2021 para um fundo de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.
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“Não há nada com a Refinaria da Amazônia. A Reman é da Atem. Assim como Mataripe é do Mubadala”, disse Prates durante o leilão no Rio de Janeiro de áreas exploratórias para regime de concessão.
Em vez disso, o presidente da Petrobras ressaltou que a empresa está em conversas com o grupo Mubadala para um “projeto maior” relacionado à produção de biocombustíveis no futuro. Essa cooperação envolveria a elaboração de um memorando de entendimento.
Vale lembrar que, no mês passado, durante a apresentação do plano estratégico da Petrobras para o período de 2024 a 2028, Jean Paul Prates havia mencionado a possibilidade de recompra das refinarias privatizadas anteriormente.
Com a privatização das Refinarias Landulpho Alves (atual Mataripe), na Bahia, e Isaac Sabbá (atual Refinaria da Amazônia) no Amazonas, durante o governo Bolsonaro, a Petrobras perdeu o controle sobre os preços dos combustíveis nesses estados. Como resultado, essas regiões têm enfrentado preços mais altos de combustíveis do país desde então.
Em resumo, a Petrobras, por meio de seu presidente, negou veementemente a possibilidade de recompra da Refinaria da Amazônia e da Refinaria de Mataripe. No entanto, a empresa está considerando uma parceria com o grupo Mubadala para um projeto relacionado à produção de biocombustíveis no futuro. A privatização das refinarias anteriormente aumentou o preço dos combustíveis nos estados da Bahia e do Amazonas.
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