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Pressão aumenta sobre o grupo Atem por interromper refino de petróleo no Amazonas

Ofício cobra uso do petróleo de Urucu e questiona importação que, segundo denúncia, encarece gasolina e diesel no estado.

Por Natan AMPOST

19/03/2026 às 15:07 - Atualizado em 19/03/2026 às 16:33

Resumo 


Refinaria da Amazônia é cobrada a voltar a refinar petróleo na base de Urucu (oficialmente Unidade de Operações de Exploração e Produção do Amazonas – UO-AM)  para reduzir preços dos combustíveis. Medida busca combater suposto cartel no Amazonas.

Notícias do Amazonas – Uma nova tentativa de enfrentar os altos preços dos combustíveis no Amazonas ganhou força nesta semana. Foi protocolado, na quarta-feira (18), um ofício na Refinaria da Amazônia (REAM) pedindo que a unidade retome o refinamento do petróleo extraído em Urucu, no interior do estado.

A proposta é clara: produzir gasolina, óleo diesel e outros derivados localmente, em vez de importar combustível já refinado de outros países — prática que, segundo a denúncia, tem impacto direto no bolso do consumidor amazonense.

Privatização e mudança de estratégia

Desde que foi privatizada em 2022 pela rede Atem, a refinaria deixou de refinar petróleo e passou a operar com base na importação de combustíveis.

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De acordo com o documento, essa mudança ocorre mesmo com a existência de matéria-prima disponível no estado, como o petróleo de Urucu. A crítica é que, ao optar pela importação, a refinaria estaria elevando custos e contribuindo para o aumento dos preços finais.

Além disso, a denúncia aponta que a empresa segue usufruindo de benefícios fiscais bilionários concedidos anteriormente, o que amplia o questionamento sobre o modelo adotado.

Promessa não cumprida

Em maio do ano passado, o diretor de Assuntos Institucionais do Grupo Atem, Antônio Sampaio, afirmou que a refinaria retomaria o refino até junho de 2025.

Leia mais: Sindipetro-AM pede retomada do refino de petróleo no Estado e a saída do Grupo Atem do comando da Ream: “Petrobras de volta”

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No entanto, até agora, a promessa não se concretizou. A unidade segue operando com combustíveis importados, o que, segundo a denúncia, mantém os preços elevados no estado.

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Diferença de preços chama atenção

Um dos principais pontos levantados é a diferença no comportamento dos preços em comparação ao restante do país.

Enquanto refinarias ligadas à Petrobras registraram aumentos mais moderados — cerca de R$ 0,32 no diesel —, a REAM teria elevado os preços de forma mais significativa em um curto período.

Segundo o documento, em apenas 10 dias, houve aumento próximo de R$ 1,00 na gasolina e cerca de R$ 2,00 no diesel no Amazonas.

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A justificativa estaria na compra de combustíveis de mercados internacionais, onde o valor do barril sofreu impacto recente por fatores externos, como conflitos internacionais.

Denúncias devem chegar a órgãos federais

A iniciativa é do vereador Rodrigo Guedes (PP), que pretende ampliar a pressão sobre o caso. Além do ofício, ele anunciou que deve protocolar denúncias em órgãos federais responsáveis pela fiscalização e regulação do setor.

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Entre as instituições que devem receber a denúncia estão:

  • Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon)

  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

  • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

  • Ministério de Minas e Energia

Também está prevista a solicitação de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a situação dos combustíveis no Amazonas.

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Debate sobre preços segue em alta

O caso reacende o debate sobre a política de preços dos combustíveis no estado e a dependência de importação, mesmo com produção local disponível.

Para críticos, a retomada do refino em território amazonense poderia reduzir custos logísticos e garantir maior estabilidade nos preços. Já o posicionamento da refinaria sobre as acusações ainda não foi detalhado.

Enquanto isso, consumidores seguem enfrentando oscilações nos preços, em um cenário que deve continuar no centro das discussões políticas e econômicas nos próximos meses.

 

 

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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