Pressão aumenta sobre o grupo Atem por interromper refino de petróleo no Amazonas
Ofício cobra uso do petróleo de Urucu e questiona importação que, segundo denúncia, encarece gasolina e diesel no estado.
- Foto: reprodução
Resumo
Refinaria da Amazônia é cobrada a voltar a refinar petróleo na base de Urucu (oficialmente Unidade de Operações de Exploração e Produção do Amazonas – UO-AM) para reduzir preços dos combustíveis. Medida busca combater suposto cartel no Amazonas.
Notícias do Amazonas – Uma nova tentativa de enfrentar os altos preços dos combustíveis no Amazonas ganhou força nesta semana. Foi protocolado, na quarta-feira (18), um ofício na Refinaria da Amazônia (REAM) pedindo que a unidade retome o refinamento do petróleo extraído em Urucu, no interior do estado.
A proposta é clara: produzir gasolina, óleo diesel e outros derivados localmente, em vez de importar combustível já refinado de outros países — prática que, segundo a denúncia, tem impacto direto no bolso do consumidor amazonense.
Privatização e mudança de estratégia
Desde que foi privatizada em 2022 pela rede Atem, a refinaria deixou de refinar petróleo e passou a operar com base na importação de combustíveis.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
De acordo com o documento, essa mudança ocorre mesmo com a existência de matéria-prima disponível no estado, como o petróleo de Urucu. A crítica é que, ao optar pela importação, a refinaria estaria elevando custos e contribuindo para o aumento dos preços finais.
Além disso, a denúncia aponta que a empresa segue usufruindo de benefícios fiscais bilionários concedidos anteriormente, o que amplia o questionamento sobre o modelo adotado.
Promessa não cumprida
Em maio do ano passado, o diretor de Assuntos Institucionais do Grupo Atem, Antônio Sampaio, afirmou que a refinaria retomaria o refino até junho de 2025.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
No entanto, até agora, a promessa não se concretizou. A unidade segue operando com combustíveis importados, o que, segundo a denúncia, mantém os preços elevados no estado.
Diferença de preços chama atenção
Um dos principais pontos levantados é a diferença no comportamento dos preços em comparação ao restante do país.
Enquanto refinarias ligadas à Petrobras registraram aumentos mais moderados — cerca de R$ 0,32 no diesel —, a REAM teria elevado os preços de forma mais significativa em um curto período.
Segundo o documento, em apenas 10 dias, houve aumento próximo de R$ 1,00 na gasolina e cerca de R$ 2,00 no diesel no Amazonas.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
A justificativa estaria na compra de combustíveis de mercados internacionais, onde o valor do barril sofreu impacto recente por fatores externos, como conflitos internacionais.
Denúncias devem chegar a órgãos federais
A iniciativa é do vereador Rodrigo Guedes (PP), que pretende ampliar a pressão sobre o caso. Além do ofício, ele anunciou que deve protocolar denúncias em órgãos federais responsáveis pela fiscalização e regulação do setor.
Entre as instituições que devem receber a denúncia estão:
Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon)
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Ministério de Minas e Energia
Também está prevista a solicitação de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a situação dos combustíveis no Amazonas.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Debate sobre preços segue em alta
O caso reacende o debate sobre a política de preços dos combustíveis no estado e a dependência de importação, mesmo com produção local disponível.
Para críticos, a retomada do refino em território amazonense poderia reduzir custos logísticos e garantir maior estabilidade nos preços. Já o posicionamento da refinaria sobre as acusações ainda não foi detalhado.
Enquanto isso, consumidores seguem enfrentando oscilações nos preços, em um cenário que deve continuar no centro das discussões políticas e econômicas nos próximos meses.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






