Processo do caso Flávio já foi recusado por 5 juízes que se declararam suspeitos de atuar por “motivo de foro íntimo”

São réus no processo dois enteados do ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), Alejandro e Paola Molina Valeiko.

Redação AM POST

O juiz George Hamilton Lins Barroso, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, já é o quinto magistrado a se declarar suspeito por “motivo de foro íntimo” e recusar atuar no processo que investiga o assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, ocorrido em setembro de 2019, após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, que é enteado do ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e na época estava à frente do município.

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O magistrado alegou que “a imparcialidade do juiz é o mandamento básico do processo” e que a legislação permite ao magistrado “o exercício da jurisdição de forma descomprometida, com a devida isenção em suas decisões, no sentido de propiciar um julgamento honesto, justo, aceitável e alheio a paixões”.

Fora George Barroso também recusaram o processo pelo mesmo motivo os magistrados: Anésio Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ana Paula de Medeiros Braga, também da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, que está atuando temporariamente na 3ª Vara do Tribunal do Júri, e o juiz Adonaid de Souza Tavares.

Atualmente, o processo caminha a passos lentos. A audiência de instrução chegou a ser pautada para novembro do ano passado, mas teve que ser adiada por questões processuais. Em dezembro, houve novo adiamento, mas sem data definida. O juiz George Barroso chegou a dizer que o caso é complexo.

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Além de Alejandro também são réus no processo Paola Molina Valeiko, outra enteada de Arthur, Elizeu da Paz, José Edvandro Martins de Souza Júnior e Mayc Vinícius Teixeira Parede.

*Com informações do Amazonas Atual

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