Professora acusa prefeito de Iranduba de demiti-la por reprovar aluno e denunciar precariedade de escola municipal
Educadora afirma que sofreu constrangimentos, assédio moral e perseguição política após cobrar melhorias na unidade de ensino.
- Foto: reprodução
Resumo
Uma professora da rede municipal de Iranduba denunciou ter sido vítima de assédio moral e perseguição política após cobrar melhorias estruturais em uma escola do município. Segundo ela, a demissão ocorreu dias depois de participar de uma audiência pública sobre educação e saúde.
Notícias do Amazonas – Uma professora da rede municipal de ensino de Iranduba, no Amazonas, denunciou ter sido desligada do cargo pelo prefeito da cidade Augusto Ferraz após reprovar aluno e questionar problemas estruturais na escola onde trabalhou por quase três décadas. Segundo o relato da educadora, ela sofreu assédio moral, constrangimento e perseguição política depois de cobrar melhorias para alunos e professores.
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A professora afirma que o processo administrativo contra ela foi iniciado dois dias após sua participação em uma audiência pública no município, onde teria cobrado melhorias para a escola localizada no quilômetro 6 de Iranduba.
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A denúncia ganhou repercussão após a circulação de um vídeo enviado pela professora a pais de estudantes da unidade escolar. Na gravação, ela afirma que foi afastada após participar de uma audiência pública sobre saúde e educação realizada no município.
“Eu não estou indo para a escola porque o prefeito me demitiu e a justificativa que ele abriu uma processo administrativo contra mim é por conta de um aluno que não passou que todo bimestre a gente é obrigado sofremos assédio moral na escola para que passe todos os alunos”, declarou a professora no vídeo.
Professora relata problemas na estrutura da escola
De acordo com a educadora, a escola enfrenta problemas estruturais considerados graves. Entre as situações citadas estão salas de aula com ar-condicionado sem funcionamento, além de espaços comprometidos após reformas realizadas na unidade. “Tem dias que os professores têm que colocar os alunos fora da sala de aula porque os ar-condicionados não funcionam”, afirmou.
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Ela também alegou que algumas áreas da escola apresentam riscos estruturais. “Fizeram uma reforma que a cozinha está desabando e a sala do sétimo ano está desabando”, relatou.
A professora afirmou ainda que alertou pais e responsáveis sobre os problemas enfrentados na unidade escolar. Denúncia inclui assédio moral e pressão na escola No relato, a servidora afirma ter sofrido constrangimentos dentro da escola após um aluno não alcançar a média necessária para aprovação.
Segundo ela, professores sofreriam pressão para aprovar estudantes independentemente do desempenho escolar. “Nós sofremos assédio moral dentro da escola para que passe todos os alunos”, declarou.
A educadora também relatou um episódio em que teria sido ofendida durante discussão sobre a situação de um estudante. “Fui chamada de criminosa. Disseram que eu era para ser presa porque o aluno não tinha passado”, contou.
Processo administrativo foi aberto após audiência pública
A professora afirma que o processo administrativo contra ela foi iniciado dois dias após sua participação em uma audiência pública no município, onde teria cobrado melhorias para a escola localizada no quilômetro 6 de Iranduba. “Esse foi o meu pecado, esse foi o meu erro de querer uma escola de qualidade pros filhos de vocês”, disse.
Segundo a denúncia, a educadora considera que a medida teve motivação política. “Isso é perseguição política”, afirmou. Ela também declarou confiar na Justiça para reverter a situação. “Eu acredito na justiça desse Estado, que vai se fazer justiça”, completou.
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