Projeções para situação da Amazônia em 2024 apontam perspectivas otimistas após a pior seca da história
A expectativa é que uma cheia, dentro da média, possa minimizar impactos imediatos.

Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – A Amazônia, conhecida como a maior floresta tropical do mundo e essencial para a regulação do clima global, enfrentou em 2023 a sua pior seca registrada na história. Os níveis dos rios no estado do Amazonas atingiram mínimos alarmantes, gerando preocupações sobre os impactos contínuos da mudança climática nos serviços ecossistêmicos. No entanto, há perspectivas otimistas para 2024, conforme discutido no seminário “Pré-Cheia: Análise e Prognóstico Hidrometeorológico 2024” realizado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
PUBLICIDADE
Representantes da Defesa Civil, Marinha, governo do Amazonas, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e universidades reuniram-se para analisar a situação e discutir previsões para o próximo período. As análises do Censipam indicam que, devido à seca severa em 2023, os níveis dos rios ainda permanecem abaixo do esperado. A expectativa é que uma cheia, dentro da média, em 2024, possa minimizar impactos imediatos, mas apenas após o enfraquecimento do El Niño previsto entre abril e maio.
Para o Metrópoles, Flávio Altieri, analista em ciência e tecnologia do Censipam, explicou que, para o início de 2024, tradicionalmente marcado por cheias, a previsão é de um aumento leve nos níveis dos rios, que não atingiria níveis alarmantes.
Francisco Aquino, climatologista e chefe do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trouxe esperanças para o segundo semestre do ano. Apesar das possíveis consequências do El Niño até maio de 2024, Aquino prevê que a neutralidade no Oceano Pacífico, esperada a partir de junho, permitirá o restabelecimento da circulação atmosférica tropical na Amazônia.
O especialista enfatizou que o prognóstico para 2024 é um retorno à normalidade da precipitação na Amazônia. Em 2023, a Bacia Amazônica enfrentou os menores volumes de chuva em mais de 40 anos durante julho a setembro, conforme revelado por um recente estudo do Centro Científico da União Europeia. Essa condição impactou rios e biodiversidade, especialmente nas cabeceiras dos rios Solimões, Purus, Juruá e Madeira, afetando a região do centro-sul do Amazonas até países como Peru e Bolívia. As chuvas no Amazonas ficaram de 100 a 350 milímetros abaixo do normal, representando aproximadamente metade do esperado para a região.
Redação AM POST
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





