Projeto ‘Resgatando Cativos’ no Amazonas é investigado pelo MP por suspeita enriquecimento ilícito
Projeto social foi alvo da PF neste ano por suspeitas de trabalho análogo à escravidão.
- O Ministério Público do Amazonas instaurou procedimento preparatório para investigar suspeita de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa de membros do projeto social “Resgatando Cativos” em Itacoatiara, incluindo possível desvio de recursos.
- A investigação foi motivada por denúncias sobre má utilização dos recursos do projeto e visa esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais infratores, conforme as diretrizes do órgão.
- Em fevereiro, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Cativos” para apurar denúncias de abusos, condições precárias, trabalhos forçados e uso indevido da imagem dos pacientes do centro terapêutico ligado ao projeto, tendo como principal alvo um líder religioso.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: divulgação
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), por meio da Promotoria de Justiça de Itacoatiara, instaurou um procedimento preparatório para apurar possível enriquecimento ilícito por parte de membros do projeto social “Resgatando Cativos”. A medida foi motivada por suspeitas relacionadas a práticas de improbidade administrativa, incluindo a utilização inadequada de recursos destinados ao projeto.
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O procedimento de investigação, referente à Notícia de Fato nº 237.2023.000137, de autoria do promotor de Justiça Gabriel Salvino Chagas do Nascimento, tem como intuito apurar um suposto ato de improbidade administrativa.
O foco está nos membros do projeto social, que atuam no município de Itacoatiara e são suspeito de estarem envolvidos em práticas que configuram enriquecimento ilícito. A medida busca esclarecer os fatos e garantir a responsabilização dos envolvidos, em conformidade com as atribuições do Ministério Público.
A ação ministerial se fundamentou na Resolução nº 006/2015-CSMP, que estabelece diretrizes claras para a tramitação de procedimentos no âmbito do Ministério Público. Diante de uma notícia de fato que, em tese, possa ferir os interesses ou direitos previstos nesta resolução, o membro do Ministério Público é autorizado a instaurar formalmente um procedimento preparatório antes de iniciar o inquérito civil.
O promotor de Justiça esclareceu a finalidade do procedimento preparatório que está em andamento. “O nosso objetivo é apurar se houve ou não algum desvio de recursos dessa entidade”, ressaltou ele, informando ainda que caso sejam encontradas irregularidades, as diretrizes necessárias já foram estabelecidas. “A intenção é investigar possíveis danos ao erário provocados pela entidade e buscar a responsabilização dos eventuais infratores. Basicamente, essa é a nossa pretensão”, concluiu.
O promotor de Justiça Gabriel Nascimento determinou a realização de diligências específicas, incluindo a certificação nos autos sobre a existência de diligência pendente de cumprimento na notícia de fato que originou o procedimento preparatório.
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- Foto: divulgação
“Operação Cativos”
No mês de fevereiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Cativos”, com o objetivo de investigar as condições abusivas as quais eram submetidos os pacientes do centro terapêutico do projeto ‘Resgatando Cativos’. Na ocasião, a Polícia Federal afirmou que a operação foi realizada devido a suspeitas de que os responsáveis pelo local mantinham os internos em condições de higiene precárias, fornecendo alimentação inadequada e obrigando-os a realizar trabalhos forçados.
Além disso, o centro utilizava a imagem dos pacientes em transmissões ao vivo nas redes sociais, com o intuito de atrair engajamento e doações financeiras. Agentes da PF destacaram que o principal alvo da operação é um líder religioso que recebia os pacientes no centro e os exibia em vídeos publicados on-line.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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